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Estilista de Bonito é apontado como revelação da São Paulo Fashion Week

O estilista Lucas Nascimento, nascido em Bonito, Mato Grosso do Sul, filho da mãe tricoteira, é apontado como uma das revelações do São Paulo Fashion Week que acontece na Capital Paulista. Lucas formou-se pela University of the Arts London e pelo London College of Art. Trabalhou com Sid Bryan, artista do tricô, conhecido por suas […]

Arquivo Publicado em 30/01/2011, às 14h49

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O estilista Lucas Nascimento, nascido em Bonito, Mato Grosso do Sul, filho da mãe tricoteira, é apontado como uma das revelações do São Paulo Fashion Week que acontece na Capital Paulista.

Lucas formou-se pela University of the Arts London e pelo London College of Art. Trabalhou com Sid Bryan, artista do tricô, conhecido por suas peças esculturais, criadas para os desfiles de Alexander McQueen, Luella, Gilles Deacon e outros.

Com 30 anos, mora há dez em Londres, onde atualmente vende suas criações na loja No-One. No Brasil, elas podem ser encontradas na Choix, em São Paulo. Depois de três aplaudidos desfiles no Fashion Rio, neste sábado, na São Paulo Fashion Week, o estilista fez a coleção de estréia da marca Ghetz, com direção artística de Giovanni Bianco.

Inspiração no escultor inglês Bruce Ingram

Antes de cada desfile é comum ver Lucas andando de um lado para o outro fumando. Perfeccionista, seu grande desafio nos últimos anos tem sido transformar um trabalho super conceitual e artístico em peças mais comerciais mas nem por isso menos originais. Basso & Brooke, Amapô, Neon, Juliana Jabour já desfilaram suas criações, que agora tem presença garantida no calendário nacional.

Para fazer a coleção da Ghetz usei 100% fio nacional. A empresa (que fica em Socorro, no interior de São Paulo) tem uma infraestrutura fantástica. E isso foi o que mais me atraiu. É uma estrutura semelhante a que encontramos na Itália e na Turquia”, contou Lucas. Para dar um toque de arte “inspirei-me no escultor inglês Bruce Ingram, que faz belíssimas colagens e transformei-as em jacquards”.

Cinco meses de pesquisa para conseguir a peça perfeita

“Tricô é matemática. Exige precisão e é mais demorado do que o tecido plano. Exige um estudo minucioso até chegarmos ao caimento final. No meu caso, a pesquisa, a compra dos fios e o teste da combinação desses fios levam cinco meses. Trabalho com desenho mas preciso passar um período na fábrica, onde tudo acontece. Se precisar dormir do lado da máquina eu durmo”, garante Lucas Nascimento.

Lucas muda a aparência do tricô, inventando misturas e dando a materiais antigos uma nova cara. Já misturou fios metálicos com mohair. E para renovar o bouclé, aquela lã crespinha típica do tailleur das vovós, usou o neoprene. “Revesti o neoprene de bouclé na minha última coleção apresentada no Fashion Rio”, explicou. “Sigo o que estou gostando e me inspiro no cotidiano”.

Jornal Midiamax