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Economias mais desenvolvidas não podem tutelar vizinhos, diz Dilma

Em discurso a líderes de 32 países da América Latina e Caribe, a presidente Dilma Rousseff afirmou, nesta sexta-feira (2), que a integração da região não deve beneficiar apenas alguns países, com as economias mais desenvolvidas. Ao invés disso, pregou uma relação que promova o que chamou de “crescimento solidário”, durante reunião de lançamento da […]

Arquivo Publicado em 03/12/2011, às 00h58

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Em discurso a líderes de 32 países da América Latina e Caribe, a presidente Dilma Rousseff afirmou, nesta sexta-feira (2), que a integração da região não deve beneficiar apenas alguns países, com as economias mais desenvolvidas.


Ao invés disso, pregou uma relação que promova o que chamou de “crescimento solidário”, durante reunião de lançamento da Cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), na Venezuela.


“Essas economias mais desenvolvidas da nossa região não podem nem absorver, nem subordinar, nem tampouco tutelar seus vizinhos, como nós estamos vendo acontecer em partes até então bastante civilizadas, ou assim ditas civilizadas do mundo”, declarou a presidente.


Ao comentar a crise internacional que afeta principalmente os países europeus que integram a zona do euro, ela defendeu que o Brasil e seus vizinhos tenham a “consciência que precisam um dos outros”.


“Temos de avançar no processo de fortalecimento, de criação mesmo de um novo projeto de crecimento solidário, no qual a prosperidade de uns produz também a prosperidade de todos”, afirmou.


Dilma mencionou como vantagem a relação de “paz” entre os países do novo fórum. “Temos de nos vangloriar disso, porque de fato somos uma zona de paz. Uma zona livre de armas de destruição em massa. Uma região e uma zona que cultiva a via do entendimento e do consenso e que não se deixa tentar por soluções impositivas, de um país sobre o outro”.


A presidente anunciou ainda que a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), sediada em Foz do Iguaçu (PR), será aberta a países de toda a região latino-americana e caribenha. Criada no ano passado, a instituição matriculou até então brasileiros, argentinos, uruguais e paraguaios.


Ao final do discurso, a presidente reproduziu paródia feita pelo colega Hugo Chávez sobre como foi e deve ser a relação entre os latino-americanos usando obra do colombiano Gabriel Garcia Márquez. “Não teremos outros cem anos de solidão, teremos cem anos de integração”.


A presidente permanece na capital venezuelana até este sábado, onde participa da segunda reunião conjunta da III Cúpula da América Latina e do Caribe sobre Integração e Desenvolvimento (Calc).

Jornal Midiamax