Dick Costolo, executivo-chefe do Twitter, usou sua conta na rede social para admitir que, sim, sua empresa edita os Trending Topics –os tópicos mais comentados pelos usuários da rede.

Segundo ele, a edição acontece para evitar que conteúdo obsceno e ofensivo seja disseminado.

Porém, aparentemente, os algoritmos do Twitter têm dificuldades em lidar com o frenesi de parte de usuários que “forçam a barra” para emplacar tópicos na rede.

“A partir do momento em que uma hashtag chega aos Trending Topics, ela acaba se espalhando por perguntas metalinguísticas”, explica Alexandre Inagaki, consultor de mídias digitais.

No ano passado, o Twitter atualizou seus algoritmos após polêmica envolvendo o site WikiLeaks.

Apesar dos incontáveis comentários sobre os vazamentos feitos pelo site, a palavra figurou poucas vezes nos Trending Topics. Enquanto isso, o cantor Justin Bieber não saía da lista.

A empresa explicou que os algoritmos buscam novidades, e não excesso de fluxo. E negou qualquer tipo de edição no caso.

“A natureza caótica da internet deve ser respeitada. Ela se autorregula: para cada ‘#orgulhohetero’, surge um ‘#homofobianao’”, diz Inagaki, que é contra qualquer tipo de edição no fluxo do Twitter.