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Dia Mundial de Luta Contra a Aids: Mais de duas mil pessoas morreram em Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul é o 9° estado no Brasil com o número de incidências de portadores de HIV, de acordo com a coordenadora do programa de estatísticas de DST/Aids, Clarice Souza Pinto

Arquivo Publicado em 01/12/2011, às 15h27

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Mato Grosso do Sul é o 9° estado no Brasil com o número de incidências de portadores de HIV, de acordo com a coordenadora do programa de estatísticas de DST/Aids, Clarice Souza Pinto

Duas mil trezentos e doze pessoas é o número de óbitos por Aids em Mato Grosso do Sul, de 1980 até 2010. A quantidade casos nesse período é de 6.046, sendo 3.872 homens (64,05%) e 2.174 do sexo feminino (35,95%).

Ações com uma palestra na Morada dos Baís, balão e testes gratuitos estão sendo realizados na Praça do Rádio Clube em Campo Grande neste dia 1° de dezembro, Dia Mundial de Luta Contra a Aids.

Mato Grosso do Sul é o 9° estado no Brasil com o número de incidências de portadores de HIV, de acordo com a coordenadora do programa de estatísticas de DST/AIDS, Clarice Souza Pinto. O primeiro caso registrado em MS, ocorreu na década de 80 com um hemofílico, segundo a coordenadora.

A quantidade de novos casos vem aumentando significantemente em pessoas com mais de 50 anos. Em Campo Grande, o número de infectados com 50 a 59 anos triplicou na última década, de acordo com o coordenador de programa municipal de DST/AIDS, Erivaldo Elias Jr.

Dados da Secretaria Municipal de Saúde Pública, informam que até a metade deste ano foram 2.214 homens e 1.093 mulheres que descobriram possuir o vírus do HIV.

Também em Campo Grande foram notificados 192 novos casos no ano passado e 118 até agora em 2011. A AIDS é uma doença do sistema imunológico humano causada pelo vírus da Imunodeficiência Humana (HIV).

O vírus reduz a eficácia imunológica e deixa as pessoas suscetíveis a doenças e infecções.

O HIV é transmitido através do contato direto de uma membrana mucosa ou na corrente sanguínea através de sangue, sêmen, secreção vaginal, fluido pré-seminal e leite materno.

Esta transmissão pode acontecer durante o sexo anal, vaginal, oral, ou com agulhas hipodérmicas contaminadas, intercâmbio entre a mãe e o bebê durante a gravidez (já existem tratamentos onde a criança não se infecta), parto, amamentação ou outra exposição a um dos fluidos corporais citados.

A camisinha é o método mais eficaz para se prevenir de doenças sexualmente transmissíveis.

Jornal Midiamax