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Deputados não descartam CPI da Saúde para investigar contratações de consultores

As contratações de consultores, efetuadas pela secretária da Saúde, Beatriz Dobashi, que se nega prestar informações mais detalhadas, preferindo que a população tenha como único parâmetro as publicações do Diário Oficial, têm movimentado os gabinetes da Assembleia Legislativa de MS. O deputado Cabo Almi, que subscreveu o requerimento solicitando informações a respeito das contra...

Arquivo Publicado em 27/09/2011, às 17h28

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As contratações de consultores, efetuadas pela secretária da Saúde, Beatriz Dobashi, que se nega prestar informações mais detalhadas, preferindo que a população tenha como único parâmetro as publicações do Diário Oficial, têm movimentado os gabinetes da Assembleia Legislativa de MS.


O deputado Cabo Almi, que subscreveu o requerimento solicitando informações a respeito das contrações, está aguardando a resposta que, caso não explicite os reais motivos e necessidades destes contratos, deve solicitar a instalação de uma CPI da Saúde.


Estranhamento pelas informações que não são fornecidas pela secretária Beatriz Dobashi, mesmo cobrados pela imprensa, pela Assembleia e pelos funcionários da Saúde que se sentem preteridos, motivam o deputado Alcides Bernal a solicitar que a Comissão de Saúde e Seguridade Social, presidida pelo deputado Lauro Davi, também solicite esclarecimentos, unindo forças ao pedido feito pelo deputado Pedro Kemp e subscrito pelo próprio deputado.


Baseado nas declarações do secretário-adjunto de Saúde, Eugênio de Barros de que “Essas contratações não são por falta de gente e, se tiver gente na Secretaria para tocar esses projetos específicos, eu garanto que serão muito bem-vindos”, o deputado Lauro Davi, presidente da Comissão de Saúde da Assembleia, pondera que “se esses consultores estiverem substituindo profissionais concursados que deixem a desejar no exercício de suas funções, a cobrança será outra. Nesse caso devemos cobrar que a Secretaria exija dos funcionários contratados por ela para uma função, que  realmente a cumpram, ou que medidas administrativas legais sejam tomadas”, conclui.


O ambiente entre os deputados é de expectativa em relação à resposta que a Secretaria de Saúde oferecerá a estes questionamentos. Se a motivação desses contratos é resolver a caótica situação da saúde aqui no Estado, promovendo cursos de capacitação, que se acompanhe esta melhoria no atendimento à população, e se explique porque a Escola Pública de Saúde Pública não atende a esta exigência, que seria o objeto de suas funções. A contratação destes consultores, da maneira arbitrária como vem sendo efetuada, sem que se dê conhecimento dos detalhes dos projetos, a que fim se destinam e qual benefícios proporcionarão, deixam a mostra apenas um gasto inexplicado num serviço público que sempre tem pecado pela sua inoperância.


Jornal Midiamax