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Comparsas que mataram mulheres degoladas revelam versões diferentes na reconstituição

Eles confessaram que invadiram a casa onde as duas foram torturadas e mortas; contudo, um dos envolvidos afirma que não matou ninguém, já o outro contou que cada um dos comparsas executou uma vítima

Arquivo Publicado em 28/01/2011, às 15h36

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Eles confessaram que invadiram a casa onde as duas foram torturadas e mortas; contudo, um dos envolvidos afirma que não matou ninguém, já o outro contou que cada um dos comparsas executou uma vítima

Terminou às 10h30 desta sexta-feira (28) a reconstituição (reprodução simulada) da morte da cabeleireira Cláudia Bueno França, 34, e da estudante de Direito Regina Bueno França, de 40 anos, mortas na noite do último dia 30 de novembro e encontradas na tarde de 1° de dezembro na casa de Cláudia, na rua Maurício de Nassau, bairro Tijuca I em Campo Grande.

As duas foram encontradas degoladas, cada uma em um quarto da residência. No local da reconstituição apresentaram as suas versões os dois autores, Cristian Rampagne Castedo, 34, e Weber de Souza Barreto, 23, o “Ebinho”.

Lorraine Rorys Silva, a Lola, 27 acusada como mandante, mas que também poderia ser uma das vítimas, segundo a polícia, também estava no local.

Éder Rampagne Castedo, 30, o “Corumbá” irmão de Cristian que teria ordenado a execução, por vingança, também estava presente.

O motivo da morte das duas, e possivelmente de Lorraine também, é a de que a última pediu auxílio para Cláudia na contratação de um advogado para Éder que estava foragido do semi-aberto. Com isso Cláudia entrou em contato com Regina, que em vez disso denunciou “Corumbá”.

Reconstituição

Tanto Weber quanto Cristian apresentaram versões completamente diferentes. Weber o primeiro a contar a sua história, disse que estava sendo ameaçado por Éder.

Um dos motivos das ameaças segundo Weber, seria por ele ter tido relacionamento amoroso com Lorraine, namorada de “Corumbá” na época.

Weber contou que passou na casa de Cristian na região do Aero Rancho, e no caminho até a casa de Cláudia, passaram em frente da casa de Lorraine. Porém Weber teria fingido não reconhecer Lorraine para preservá-la.

Depois de um tempo, os dois foram à casa de Cláudia que estava sentada na frente de casa junto com Regina. Cristian teria abordado-as com uma arma calibre 38, levando-as para dentro.

Segundo Weber, ele ficou somente presenciando da porta da sala, onde Cristian as amarrou, e levou Cáudia para um dos quartos.

“Parecia barulho de desentupidor de pia”, comentou sobre o momento em a vítima agonizava. Depois da mesma forma ele asfixiou e degolou Regina em outro cômodo.

O advogado de Weber, Albino Rezende, mostrou o laudo da perícia do local, que aponta somente um autor das duas vítimas. Segundo ele seu cliente que era proprietário de uma empresa de refrigeração estava sendo ameaçado e extorquido.

Versão de Cristian

Cristian conta que Weber passou em sua casa, foram até o destino e estacionaram o carro a alguns metros da residência. Cristian desceu armado com a faca (ele nega que estava com um revólver), seguido de Weber.

“A morena [Cláudia] falou pra ele [Weber]: não quero você aqui não, depois saiu à loirinha [Regina] lá de dentro”. Cristian as rendeu com a faca, e lá dentro cada um levou as vítimas para um quarto. Cristian afirmou que executou Regina e Weber a Cláudia.

Os dois acusados disseram durante a reconstituição que após o crime eles fecharam o portão eletrônico da casa e levaram o controle para não deixar “pistas”.

Sigilo Telefônico

Segundo uma testemunha, Regina estava na faculdade, onde cursa Direito. De acordo com o delegado Daniel Rodrigues, Cláudia teria ligado para Regina por volta das 9h, para ir até a sua casa. Outra informação é a de que Éder de dentro do presídio ligou para Cristian no momento da abordagem das vítimas. As quebra do sigilo estão sendo feitas segundo a polícia.

Inquérito

O delegado Daniel Rodrigues pretende encerrar o inquérito para ser entregue a justiça no começo da próxima semana. Lorraine e Éder responderão como mandantes enquanto Éder e Weber pela prática do crime.

Jornal Midiamax