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Com supercheia, Planície Pantaneira de MS decreta emergência na próxima semana

Deve ser decretado estado de emergência em toda a planície pantaneira na próxima semana. O decreto, do governo de Mato Grosso do Sul, leva em conta a perspectiva de que a região viva uma ‘supercheia’. Segundo o presidente do Sindicato Rural de Corumbá, Rafael Cassar, a subida no nível de afluentes e principalmente do rio Paraguai já […]

Arquivo Publicado em 17/03/2011, às 13h57

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Deve ser decretado estado de emergência em toda a planície pantaneira na próxima semana. O decreto, do governo de Mato Grosso do Sul, leva em conta a perspectiva de que a região viva uma ‘supercheia’. Segundo o presidente do Sindicato Rural de Corumbá, Rafael Cassar, a subida no nível de afluentes e principalmente do rio Paraguai já preocupada fazendeiros da área.

Segundo Rafael, o Pantanal sul-matogrossense já começa a sofrer as consequências do grande volume de chuva deste ano. Seis municípios estão em alerta, sendo Corumbá, Coxim, Rio Verde, Aquidauana, Porto Murtinho e Miranda.

De acordo com o Modelad (Modelo de Previsão de Cheia em Ladário), se no dia 31 de março a régua de Ladário indicar altura do rio entre 4 e 5 metros, o pico da cheia poderá variar entre 5 e 6,4 metros.

A informação foi divulgada nesta semana pelo pesquisador Ivan Bergier, da Embrapa Pantanal de Corumbá. Segundo ele, ocorrendo este cenário, o pico da cheia deverá ser registrado em abril, provavelmente na segunda quinzena. No dia 14 de março, a régua de Ladário indicava o nível de 3,67 metros, uma alta de 5 cm em relação ao dia anterior.

A principal preocupação do sindicato rural de Corumbá é com 1.9873 milhões de cabeças de gado que o município possui. “Já começou a morrer gado em algumas áreas e em outras os animais estão isolados. Não tivemos tempo o suficiente para remanejar todo o gado e alguns fazendeiros já estão sofrendo com a cheia”, destaca o presidente Rafael.

Ainda não há uma estimativa das consequencias da cheia em relação a pecuária, porém provavelmente haverá quebra no ciclo de produção do gado. A longa estiagem até janeiro deste ano e o excesso de chuva contribuem para que o gado perca peso e fique debilitado.

A Embrapa orienta que os produtores fiquem em estado de alerta. Cabe ao pecuarista a decisão de manejar o gado com antecedência, pois isso envolve custos. “Pode ser uma ação benéfica. Mas pode acontecer também de a cheia esperada hoje não se confirmar”, explicou o pesquisador Ivan.

No dia 31 de março, a Embrapa Pantanal irá divulgar uma nova previsão de cheia.

Jornal Midiamax