Geral

Com multidão nas ruas, oposição do Egito exige renúncia de Mubarak

A oposição aumentou a pressão nesta terça-feira (1º) para que o presidente do Egito, Hosni Mubarak, deixe o governo, ao mesmo tempo que cresce a adesão à manifestação popular que tenta reunir um milhão de pessoas contra o governo no centro do Cairo, capital do país. Ao mesmo tempo, o rei da Jordânia anunciou uma […]

Arquivo Publicado em 01/02/2011, às 15h25

None

A oposição aumentou a pressão nesta terça-feira (1º) para que o presidente do Egito, Hosni Mubarak, deixe o governo, ao mesmo tempo que cresce a adesão à manifestação popular que tenta reunir um milhão de pessoas contra o governo no centro do Cairo, capital do país.


Ao mesmo tempo, o rei da Jordânia anunciou uma mudança no governo do país, também depois de protestos populares.


Condição para negociar


A Irmandade Muçulmana anunciou, em nome da coalizão de grupos de oposição no Egito, que só começará a negociar quando Mubarak deixar o poder.


“Nossa primeira condição é que Mubarak saia”, diz comunicado. “Só depois disso o diálogo pode começar com o establishment militar sobre os detalhes para uma transição pacífica de poder.”


O ex-diplomata Mohamed ElBaradei, um dos principais nomes da oposição, disse em entrevista à TV Al Arabiya que Mubarak deveria deixar o país no máximo até sexta-feira, e que é necessária uma discussão ampla para definir o futuro político do país após sua saída.


Enquanto isso, crescia a multidão reunida para o ato de protesto que quer juntar um milhão de pessoas contra o regime.


O Exército, em nota oficial, disse que considera legítima as reivindicações e prometeu não reprimir os manifestantes, neste que será o oitavo dia seguido de protestos populares contra o regime que já dura 30 anos.


Vários manifestantes fizeram vigília na praça Tahrir, apesar do toque de recolher que vigora no país, e muitos chegavam. Tanques do Exército estavam nos principais acessos ao local, e helicópteros militares sobrevoavam o local.


Também foi convocada uma greve geral por tempo indeterminado, em um país praticamente já paralisado pelos protestos.


As autoridades tentam limitar os deslocamentos da população e obstruir ao máximo os contatos dos organizadores dos protestos.

Jornal Midiamax