Os moradores do edifício Pablo Picasso, construído pela Plaenge com ‘rebaixamento de lençol freático’, movem ação contra a construtora para não ficarem no prejuízo com custo extra das bombas que tiram água para evitar a inundação de parte do prédio.

Os moradores do edifício Pablo Picasso, construído pela Plaenge Empreendimentos com o recurso de ‘rebaixamento de lençol freático’, movem uma ação contra a construtora para não ficarem no prejuízo com o custo extra das potentes bombas elétricas que tiram água para evitar a inundação de um dos subsolos do prédio.

 

A medida, embora apontada pela Plaenge e pela prefeitura como uma prática comum, gera polêmica por causa do desperdício de recursos como a água e a energia elétrica. O consumo elétrico, aliás, é a principal reclamação dos donos de apartamentos no edifício.

 

Segundo um dos membros do conselho administrativo do Condomínio Pablo Picasso, os moradores decidiram não se manifestar sobre o problema. Ele confirma, no entanto, a ação judicial movida pelos condôminos para reparação econômica por colocação de bombeamento extra do lençol freático.

 

Os moradores enfrentam problemas desde 2008 com a estrutura do prédio e, por isso, acionaram judicialmente a Plaenge Empreendimentos LTDA. No processo, os condôminos questionam a responsabilidade da empresa por um defeito na construção. Durante obras no prédio, um lençol freático foi perfurado erroneamente e começou a inundar o 2º subsolo do edifício.

 

Para resolver o problema, apontado como comum na região do terreno, que possui o lençol freático muito alto, a Plaenge, segundo a ação proposta pelos moradores, instalou mais bombas elétricas potentes que, 24 horas por dia, bombeiam água diretamente para um bueiro em frente ao prédio.

 

Agora os moradores precisam pagar pelo aumento na conta de energia, já que as bombas precisam funcionar 24 horas por dia para não alagar e, consequentemente, abalar a estrutura do prédio.

 

O resultado da perícia que comprovaria o maior gasto com energia elétrica por parte dos moradores deve sair em cinqüenta dias, de acordo com o processo, que corre na 15ª Vara Cível de Campo Grande.

 

Desvalorização

 

Outra preocupação dos proprietários de apartamentos no prédio de luxo é com a possiblidade de desvalorização do imóvel, envolvido na polêmica que já chegou à Câmara Municipal de Campo Grande.

 

A construtora ainda não se manifestou oficialmente sobre a ação judicial movida pelos clientes que compraram unidades no edifício, entregue em 2004. Com relação ao desperdício da água, a Plaenge disse apenas que ‘a solução estava prevista no projeto’, que possui 26 pavimentos, sendo 23 andares e 92 apartamentos.