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Casas atingidas por desmoronamento de muro serão demolidas

A Prefeitura de Corumbá vai demolir as duas casas atingidas pelo desmoronamento de um muro de arrimo na tarde desta terça-feira, 08 de fevereiro, no bairro Cervejaria. O desabamento matou uma pessoa e deixou outra ferida. O secretário Municipal de Infraestrutura, Habitação e Serviços Urbanos, Ricardo Ametlla, disse que o Executivo Municipal vai dar toda […]

Arquivo Publicado em 08/02/2011, às 22h58

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A Prefeitura de Corumbá vai demolir as duas casas atingidas pelo desmoronamento de um muro de arrimo na tarde desta terça-feira, 08 de fevereiro, no bairro Cervejaria. O desabamento matou uma pessoa e deixou outra ferida. O secretário Municipal de Infraestrutura, Habitação e Serviços Urbanos, Ricardo Ametlla, disse que o Executivo Municipal vai dar toda a assistência social à família das vítimas.


“De imediato, a Prefeitura vai fazer a demolição dessa casa, que não tem condições mínimas de habitação. A demolição vai ser realizada assim que o tempo melhorar. Estamos dando toda a assistência social à família”, afirmou Ametlla no local do acidente, onde esteve acompanhado por técnicos da Defesa Civil e engenheiros da Prefeitura.


Para que a família – quatro pessoas – não fique desalojada, o secretário de Infraestrutura antecipou que será providenciado um alojamento para eles. “Se não tiverem familiares onde possam ficar, vamos ver um albergue; um alojamento para eles”, disse. O secretário confirmou que a família está cadastrada no Programa Casa Nova, uma parceria do Município e o PAC – Programa de Aceleração do Crescimento.


“A informação é que a esposa do Fabrício do Nascimento – vítima que teve escoriações leves pelo corpo – é cadastrada no programa Casa Nova da Prefeitura e tem direito a um imóvel. O programa atende essas casas em áreas de risco”, esclareceu Ricardo Ametlla. Na casa de madeira, onde vivia Fabrício, a esposa e dois filhos, há um adesivo ostentando o número 242, indicando que o imóvel está inscrito em programa de reassentamento habitacional.


Na avaliação do secretário de Infraestrutura, a falta de drenagem no muro construído no imóvel pode ter causado o desmoronamento que levou à morte de Miguel Luiz do Nascimento, 62. Ele morava sozinho na casa de alvenaria, ao lado de onde vivia Fabrício, seu sobrinho.


“Observamos que foi construído um muro de arrimo, em concreto ciclópico, mas o muro não foi realizado na melhor das técnicas, observamos que não havia dreno. A falta de dreno gera uma força muito grande nos muros, que ocasionou o desmoronamento. O solo está muito encharcado, são chuvas em dias seguidos e não aguenta, quando é uma construção tecnicamente errada. Ao lado do mesmo muro que caiu vemos um muro com dreno, esse é mais tecnicamente correto”, concluiu Ametlla.


No início da noite desta terça-feira, a Prefeitura definiu a disponibilização de cinco casas – dentro das 272 que já contam com rede de água e esgoto – para a família de Fabrício do Nascimento e outras quatro situações emergenciais. Em todas estas situações, as famílias estão inscritas no programa de reassentamento do Município. 

Jornal Midiamax