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Casa da Moeda entregará mais 50 milhões de cédulas para a Argentina

A Casa da Moeda do Brasil entregará à Argentina mais 50 milhões de cédulas de peso até março deste ano. O país vizinho já recebeu 106 milhões de cédulas, no valor de face de 100 pesos cada uma, segundo o presidente da Casa da Moeda, Luiz Felipe Denucci Martins. De acordo com Martins, ainda está […]

Arquivo Publicado em 08/02/2011, às 18h05

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A Casa da Moeda do Brasil entregará à Argentina mais 50 milhões de cédulas de peso até março deste ano. O país vizinho já recebeu 106 milhões de cédulas, no valor de face de 100 pesos cada uma, segundo o presidente da Casa da Moeda, Luiz Felipe Denucci Martins.

De acordo com Martins, ainda está em estudo uma nova etapa de produção da moeda argentina no Brasil. Ele disse que é preciso avaliar a necessidade da Argentina e a capacidade da Casa da Moeda brasileira de atender. O acordo inicial para produzir as cédulas de peso foi fechado em novembro de 2010.

O presidente da Casa da Moeda acrescentou que também está sendo avaliando a possibilidade de transferência do Brasil para a Argentina de máquinas adequadas ao tipo de cédula daquele país. “Isso não seria em 2011.”

Além de atender à Argentina, a Casa da Moeda está produzindo cédulas para Paraguai e Haiti. No caso do Paraguai, serão entregues, até o início do segundo semestre deste ano, 40 milhões de cédulas, nos valores de face de 5 e 10 guaranis.

Já o Haiti receberá, neste ano,100 milhões de cédulas, no valor de face de 100 gourdes, na forma de doação, diferentemente dos outros países que pagam pela produção. Martins afirmou que os valores pagos pelos outros países não são divulgados pela Casa da Moeda.

A doação do governo brasileiro ao Haiti ocorre em momento de reconstrução, depois do terremoto de 12 de janeiro de 2010 que devastou a capital Porto Príncipe e as principais cidades.

A Casa da Moeda voltou a produzir cédulas de outros países depois de parar a exportação no final dos anos 80. “Nesse período, a demanda interna era muito grande devido à inflação e às mudanças de planos econômicos, como Cruzeiro e Cruzado”, lembrou Martins.

A ideia agora é participar de licitações e concorrências internacionais para aumentar a produção brasileira de moeda estrangeira. “Não há no momento nenhuma licitação em curso no mercado internacional, mas quando houver avaliaremos a oportunidade”, disse Martins.

No ano passado, entraram em funcionamento novos equipamentos de impressão, em substituição a máquinas com mais de 30 anos de uso. A Casa da Moeda do Brasil é uma empresa pública, criada em 1694, pelos governantes portugueses.

Jornal Midiamax