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Câmara notifica Bluma sobre uso do gabinete na Câmara como sede do PV

O presidente do Legislativo de Campo Grande, Paulo Siufi (PMDB), notificou nesta manhã de quinta-feira (3) o vereador Marcelo Bluma (PV). Ele terá dez dias para explicar porque usa a estrutura da Câmara Municipal, bancada com dinheiro público, para atividades particulares do diretório municipal do PV. Atualmente Bluma preside a comissão provisória que dirige o […]

Arquivo Publicado em 03/02/2011, às 13h50

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O presidente do Legislativo de Campo Grande, Paulo Siufi (PMDB), notificou nesta manhã de quinta-feira (3) o vereador Marcelo Bluma (PV). Ele terá dez dias para explicar porque usa a estrutura da Câmara Municipal, bancada com dinheiro público, para atividades particulares do diretório municipal do PV.


Atualmente Bluma preside a comissão provisória que dirige o diretório municipal do PV em Campo Grande e a sede do partido funciona no gabinete dele. Além da estrutura paga pelos contribuintes para o funcionamento do escritório, como água, energia elétrica e até telefone, os funcionários também trabalham para a sigla.


Numa chamada telefônica gravada, uma funcionária do gabinete, que recebe salário pago com o dinheiro público repassado para a Câmara Municipal, confirmou para a reportagem que, além do telefone, o PV recorre também ao fax e ao e-mail da Câmara para tratar de questões ligadas ao partido.


A atitude, admitida pelo vereador, foi duramente criticada inclusive por militantes do Partido Verde.

Na sessão de hoje, Bluma tentou explicar a atitude. Segundo ele, seria “indissociável” o papel de vereador e a situação de presidente de um partido político. “Não tem como não cuidar dos interesses do PV dentro do gabinete”, disse.


Poucos colegas querem comentar a prática do vereador do PV. Athayde Nery (PPS), empossado a poucos dias, foi um dos que analisou o uso do dinheiro público para resolver questões do partido: “Eu não faria isso. Mas, como estou chegando agora, acho que não tenho ainda como entrar nesse mérito”.


Os comentários sobre o caso, no entanto, dominaram as rodas de conversa na Câmara. “É como se o vereador Ribeiro viesse vender bicicletas no gabinete dele, porque o que o Bluma faz no PV é do interesse dele. Além disso, um partido que se preza deveria ter pelo menos uma estrutura mínima sem depender do desvio de função das verbas na Câmara”, comentava um servidor.

Jornal Midiamax