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Cai índice de trotes registrados pelo Ciops

Em dois anos as tentativas de trote para o Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) diminuíram em 23,7%, conforme dados do setor de estatísticas do órgão informados pelo diretor-geral do centro, Fernando de Paula Lousada. De acordo com o diretor-geral, se forem observados os últimos três anos é possível ver um declínio ainda mais […]

Arquivo Publicado em 29/01/2011, às 15h02

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Em dois anos as tentativas de trote para o Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) diminuíram em 23,7%, conforme dados do setor de estatísticas do órgão informados pelo diretor-geral do centro, Fernando de Paula Lousada. De acordo com o diretor-geral, se forem observados os últimos três anos é possível ver um declínio ainda mais significativo dos telefonemas falsos encaminhados para o Ciops.

Lousada explica que enquanto em 2008 as tentativas de trote representavam 28% das ligações para o Centro Integrado, no ano seguinte (2009) o índice caiu para aproximadamente 16%. Já durante todo o ano passado a média do total de tentativas de trote ficou em cerca de 12%. “Os números mostram mais conscientização por parte da população”, analisa o diretor-geral do Ciops.

O Ciops é o órgão da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) responsável por receber as chamadas dos números de emergência do Corpo de Bombeiros (193) e Polícia Militar (190). No total, em 2010, o Ciops recebeu 1.088.715 chamadas. As tentativas de trote somaram 136.139 casos no ano passado.

Outra demanda que ainda pontua nas estatísticas do Ciops é a respeito dos pedidos de informação, que foram superiores às tentativas de trote em 2010 e chegaram a 211.657 casos.

Segundo o diretor-geral do Ciops, Fernando Lousada, a conscientização da comunidade que precisa do serviço de emergência já é um fator real apontado pelas estatísticas, porém é sempre importante reforçar: “quando um trote é consumado a PM ou os bombeiros podem estar deixando de atender uma situação real porque a viatura está empreendida em uma ocorrência falsa, além, claro, das despesas que isso acarreta. O trote é prejuízo”, diz.

“Então é importante dizer que telefone de emergência não é brincadeira. É um serviço que toda a população precisa e sem os trotes é possível ter mais rapidez na resposta”, completa Lousada. Ações educativas, principalmente realizadas junto às crianças, como o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), são um dos principais motores da conscientização da comunidade, “além de outras diversas formas”, conclui.

De acordo com a legislação, a tentativa de trote e o trote consumado configuram crimes previstos no Código Penal Brasileiro. A pena para quem pratica o trote pode ser de um a três anos de prisão mais multa. O caso de trote consumado configura “comunicação falsa de crime ou de contravenção” e também pode ser penalizado com detenção ou multa.

Jornal Midiamax