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Cabral vai indenizar família de morto após PM achar que furadeira era arma

O governador Sérgio Cabral decretou, nesta quinta-feira (27), o pagamento de pensão mensal para a mulher de Hélio Barreira Ribeiro, morto no ano passado por um policial do Batalhão de Operações Especiais (Bope), que confundiu uma furadeira com uma arma, no Rio. O decreto, publicado no Diário Oficial desta quinta, prevê ainda uma reparação por […]

Arquivo Publicado em 27/01/2011, às 20h35

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O governador Sérgio Cabral decretou, nesta quinta-feira (27), o pagamento de pensão mensal para a mulher de Hélio Barreira Ribeiro, morto no ano passado por um policial do Batalhão de Operações Especiais (Bope), que confundiu uma furadeira com uma arma, no Rio. O decreto, publicado no Diário Oficial desta quinta, prevê ainda uma reparação por danos morais aos filhos, mãe e esposa da vítima.


O documento não revela valores, mas indica que a pensão mensal seja paga desde o dia da morte da vítima, em 10 de maio de 2010, até 7 de maio de 2033. Ainda segundo o decreto, a esposa de Hélio receberá o valor retroativo referente ao período anterior à decisão do governador.


Hélio foi morto durante uma operação do Bope, em maio do ano passado, no Morro do Andaraí, na Zona Norte. Os policiais estavam à procura de traficantes do Morro do Borel, na Tijuca, que estariam escondidos no Morro do Andaraí, perto da vila onde ele morava.


A vítima estava no terraço usando uma furadeira. A mulher dele também estava no local. Segundo testemunhas, o policial do Bope atirou achando que a furadeira era uma arma. Hélio foi atingido e morreu.


No dia 30 de julho do ano passado, o cabo Leonardo Albarello, do Bope, foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio doloso, quando há a intenção de matar, depois de atirar contra o morador.

Jornal Midiamax