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Aumento na tarifa do transporte coletivo de Dourados divide opinião entre passageiros

A partir deste sábado, a passagem nos ônibus coletivos urbanos da segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul passa de R$2,30 para R$2,50.

Arquivo Publicado em 27/09/2011, às 18h27

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A partir deste sábado, a passagem nos ônibus coletivos urbanos da segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul passa de R$2,30 para R$2,50.

Nesta quinta-feira (29) será publicado o decreto do prefeito Murilo Zauith autorizando o aumento do valor da tarifa do transporte coletivo de Dourados. A partir de sábado, dia 1º de outubro, a tarifa passará de R$ 2,30 para R$ 2,50 para quem paga em dinheiro e de R$2,00 para 2,30 para quem utiliza o cartão de passe. Segundo as autoridades, o aumento é metade do que exigia a empresa.


No caso, em agosto passado a Medianeira, que detém o monopólio do transporte coletivo do município havia proposto a prefeitura que o aumento fosse de 0,40 centavos, porém após veto do prefeito, a tarifa aumentará em 0,20 centavos, dividindo a opinião dos usuários do transporte.


Alguns se surpreendem com a notícia. Ao serem abordados e questionados sobre o aumento parte dos usuários se espantam: “Tudo isso?”, disse o homem que, atrasado, não concedeu entrevista. Porém outros não tem a mesma reação: “É normal. O pobre não vai ficar mais pobre por causa de 0,20 centavos. O rico não anda de ônibus”, disse Dona Edileuza, que é aposentada. Já para Seu Raimundo, o aumento é grande, “pra quem usa todos os dias”, afirmou o senhor.


O casal Jamile e Maicon discutiam sobre comprar um carro, quando foram informados do novo valor da tarifa: “Realmente está compensando comprar um carro e colocar gasolina”, disseram ao Midiamax. Reinaldo dos Santos é outro que não gostou da notícia, para ele o aumento é “abusivo. Pelas condições dos ônibus, pela demora. Se não ficássemos tanto tempo esperando por um ônibus” avalia o operador de máquinas.


Ao lado de Reinaldo, à espera do transporte está Joelma, de 23 anos, com seu bebe recém nascido. Para a jovem mãe, o aumento afeta diretamente o seu orçamento. Joelma que tem que levar seu bebê ao Hospital Universitário para os retornos corriqueiros reclama. “De R$2,30 para R$2,50 é demais. Não tem outro tipo de condução para vir ao centro. E quem pega mais de dois ônibus por dia?”, questiona.


No caso dela, para levar a criança ao HU são dois ônibus para ir e dois para voltar para o bairro onde mora, passando necessariamente pelo centro da cidade.


Contrapartida


O aumento, concedido pela prefeitura à Medianeira, exige algumas contrapartidas da empresa. Entre elas está a de que o usuário que se utiliza do cartão tenha a possibilidade de pegar mais de um ônibus com o mesmo passe, com tempo de uma hora entre um e outro e de linhas diferentes. Essa possibilidade já acontece em Campo Grande, por exemplo. Atualmente essa troca só pode ser feita no terminal de transbordo.


Outra exigência é que a empresa terá de fazer um ajuste em todos os horários de ônibus para melhorar o funcionamento do sistema e terá de aumentar sete horários para a Cidade Universitária. Com isso, a linha terá mais quatro horários das universidades para o centro e mais três do centro para os campi da UFGD e Uems.

Jornal Midiamax