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Atlético-MG vence o desfalcado Fluminense e empurra rival Cruzeiro para a Z4

Aproveitando os muitos desfalques do adversário, enquanto atuou fortalecido pelo retorno de titulares importantes, o Atlético-MG derrotou o Fluminense, por 2 a 0, na noite deste sábado, impedindo o Tricolor de se aproximar do líder Corinthians e empurrando o rival Cruzeiro novamente para a zona de rebaixamento do Brasileirão, posição em que o time celeste […]

Arquivo Publicado em 23/10/2011, às 22h58

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Aproveitando os muitos desfalques do adversário, enquanto atuou fortalecido pelo retorno de titulares importantes, o Atlético-MG derrotou o Fluminense, por 2 a 0, na noite deste sábado, impedindo o Tricolor de se aproximar do líder Corinthians e empurrando o rival Cruzeiro novamente para a zona de rebaixamento do Brasileirão, posição em que o time celeste já esteve no início da competição.


 Atlético-MG, que contou com Daniel Carvalho, Réver, Pierre, Triguinho e Bernard, que não atuaram na derrota para o Vasco, por 2 a 0,  conseguiu deixar a zona de rebaixamento do Brasileirão, após 7 rodadas. Em seu lugar, entrou o Cruzeiro, que para não terminar a 31ª rodada entre os quatro que caem, terá de vencer o Atlético-GO. O alvinegro mineiro terá agora de ‘secar’ o rival e também o Ceará, que é o 16º, com 32, e que visitará o Atlético-PR.


O Fluminense sentiu muito o meio time de desfalques, especialmente do seu artilheiro Fred, além dos dias tumultuados que antecederam a partida. Abel Braga fez treinos secretos, a imprensa conseguiu fotos do trabalho misterioso, provocando a reação de um conselheiro do clube e um ‘estremecimento’ entre jornalistas, jogadores e treinador.


Foi o primeiro triunfo do Atlético e também de um clube mineiro no Engenhão, quebrando uma espécie de maldição do futebol de Minas naquele estádio. Com os três pontos, a equipe do técnico Cuca chegou a 33 pontos, assumindo a 15ª posição.


O Fluminense permaneceu no quinto lugar, com 50 pontos, mas poderá perder uma posição, caso o São Paulo vença o Coritiba, no Morumbi, neste domingo, às 16h. Se tivesse feito o seu dever de casa, diante do desesperado Atlético-MG, o time de Abel Braga poderia ter ficado a apenas um ponto de Corinthians e Vasco, líder e vice-líder do Brasileiro, com 54 pontos e que ainda jogarão nesta rodada.


Apesar da má campanha atleticana, o Fluminense, que briga pelo menos por uma vaga na Libertadores, foi derrotado duas vezes por esse adversário, No primeiro turno, o Atlético ganhou por 1 a 0, na Arena do Jacaré, com gol marcado por André, que hoje fez mais um.


O Atlético-MG aproveitou o nervosismo demonstrado pelo Fluminense no começo do primeiro tempo para conseguir a vitória parcial. O time mineiro abriu o marcador, por meio de Daniel Carvalho, aos 10 min, em cobrança de pênalti, cometido por Mariano sobre Bernard um minuto antes. Aos 46 min, Daniel Carvalho colocou a bola na cabeça do atacante André, que marcou o segundo gol, quebrando jejum de 12 jogos.


Entre os dois gols atleticanos, o domínio foi do Fluminense, que teve cerca de 70% de posse de bola, mas demonstrou pouca objetividade, criando poucas chances de gols, ressentindo-se dos desfalques de Fred e de seu substituto Rafael Moura. Na melhor oportunidade Tricolor, na etapa inicial, aos 43 min, Lanzini fez boa jogada pela direita e cruzou, a bola passou entre as pernas do volante Rodrigo, que, livre, não conseguiu finalizar.


Enquanto o Fluminense tocava a bola, mas sem conseguiu ameaçar o gol defendido por Renan Oliveira, que fez apenas uma defesa mais difícil, aos 30 min, em chute de Lanzini, o Atlético-MG, além dos gols, não criou chances, já que adotou uma postura defensiva. Os melhores contra-ataques alvinegros aconteceram pelo lado esquerdo, com Bernard, nas costas de Mariano, mas não encontravam sequência com os atacantes visitantes.


O Fluminense voltou com o atacante Araújo no lugar de Rodrigo, com o objetivo de tornar o time mais ofensivo. Os jogadores tricolores foram recebidos com gritos de “time de guerreiro”, ao retornarem para o segundo tempo. O Atlético-MG, por sua vez, voltou com a mesma formação e também a mesma estratégia: explorar os avanços de Mariano pelo lado esquerdo de seu ataque, com o velocista Bernard.


O time da casa tentava pressionar o adversário, encurralando-o em busca do seu primeiro gol, que poderia abrir o caminho para a reação. O Atlético-MG se defendia e tentava encaixar um contra-ataque, mas a prioridade alvinegra, na etapa final, era se defender. Enquanto Abel Braga colocou Souza no lugar do vaiado Fernando Bob, Cuca trocou o meia Mancini pelo volante Richarlyson, que ainda mandou uma bola na trave.

Jornal Midiamax