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Atleta de MS que “tenta a sorte” em Portugal fica em oitavo no Campeonato Ibero-Americano

O ciclista douradense Wanderson Vicentin, de 30 anos, terminou na oitava colocação o Campeonato Ibero-Americano de Cross 24 horas, realizado em Portugal. O atleta, que compete pela Portal/Avalanche, participou das quatro provas de ultra-resistência durante o ano. “O conceito básico de cada etapa é rodar no circuito fechado por 24 horas e parar o menos […]

Arquivo Publicado em 29/11/2011, às 22h52

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O ciclista douradense Wanderson Vicentin, de 30 anos, terminou na oitava colocação o Campeonato Ibero-Americano de Cross 24 horas, realizado em Portugal. O atleta, que compete pela Portal/Avalanche, participou das quatro provas de ultra-resistência durante o ano.


“O conceito básico de cada etapa é rodar no circuito fechado por 24 horas e parar o menos possível”, explica. “Para mim foi uma novidade, pois não tinha experiência alguma neste tipo de prova. Tudo envolve mecânico, logística, alimentação…”, enumera.


Na primeira etapa, em Abrantes, Wanderson terminou em 11º lugar. Já na segunda, como chovia muito entre Monsanto e Lisboa, o douradense decidiu abandonar a prova por questões de segurança.


O descanso, porém, teve que ser compensado na etapa seguinte, em Proença-a-Nova. “Tive que me dedicar ao máximo para subir no campeonato. Fiquei em 12º, o que foi muito bom, pois o nível é muito elevado e chegamos a completar voltas de 300 quilômetros”, lembra. “Foi um dia e uma noite sem parar”, completa.


Já na etapa de Santarém, o 9º lugar garantiu a oitava colocação no torneio com 237 pontos, já que diversos atletas não conseguiram terminar o circuito.


Durante todo o Campeonato, Wanderson teve que pedalar cerca de 750 quilômetros. O douradense, porém, conta que seu negócio é outro.


“Tem que ter psicológico pra encarar este tipo de desafio. Estamos sempre acima dos próprios limites, e eu só fazia provas de maratona MTB [Mountain Bike] de seis ou sete horas no máximo”, conta.


Vida em Portugal


Wanderson se mudou para Portugal em 2002 com o também ciclista Raul Cançado. Hoje, ele trabalha para a Afective, empresa que banca os custos de sua equipe. “Para correr não ganho salário, mas temos um bom apoio financeiro, que dá para manter”, conta.


Integrante de uma equipe de porte médio, o ciclista não descarta a possibilidade de voltar a competir no Brasil. Porém, para que isso aconteça, defende uma mudança no comando do ciclismo local para poder “tentar a sorte” por aqui.


“Se quisermos ter oportunidades, temos que ir para os grandes centros, como São Paulo, ou sair e tentar a sorte como estou fazendo aqui”, finaliza.

Jornal Midiamax