Depois da derrota por 1 a 0 para o Vasco, domingo, em São Januário, no Rio, pela 16ª rodada do Brasileirão, o técnico Luiz Felipe Scolari falou em problemas de ambiente no grupo do Palmeiras após o caso Kleber – o atacante recebeu proposta do Flamengo, pediu valorização e acabou permanecendo no clube, o que teria causado mal-estar no elenco. Nesta terça-feira, o volante Marcos Assunção negou a existência de ciúmes por causa do aumento salarial que o Gladiador deverá receber no fim da temporada.

– Da minha parte não tem problema, estou preocupado com o meu. Os outros, eu quero que ganhem muito. Quando renovei, pedi um valor e me deram o que eu queria. Então, não me preocupa se meu companheiro ganha 500, 600 ou 700, fico feliz por ele.

Assunção, porém, deixou escapar que problemas internos têm aparecido, mas não especificou se eles seriam dentro do elenco ou na diretoria. De qualquer forma, o volante se coloca à disposição para tentar aparar eventuais arestas que surgirem no grupo.

– Temos de estar unidos, caso contrário vai tudo por água abaixo. Se houver algum problema vamos resolver para não prejudicar demais o elenco. Os problemas internos são sempre maiores na imprensa, mas não podemos deixar que eles vazem, vamos resolvê-los aqui dentro.

No domingo, Felipão detectou um ambiente mais tenso, bem diferente do que acontecia meses atrás. Marcos Assunção não vê essa diferença e diz apenas que há afinidade maior entre alguns jogadores, fato normal em qualquer grupo de trabalho.

– É comum os jogadores saírem mais com um do que com outro, tenha o telefone de um e não de outro. Em qualquer empresa, é normal uma pessoa ter afinidade maior com algumas pessoas. Isso não significa que o grupo está rachado. Mesmo fora da profissão, com os amigos, tenho mais afinidade com uns do que com outros.