Segundo relato dos moradores, um caminhão da própria empresa executora da obra afundou na manhã desta terça-feira (22) na rua recém asfaltada. Em meio aos desníveis do asfalto é possível constatar a grande quantidade de barro utilizada.

Em menos de uma semana da conclusão dos serviços, o
asfalto do bairro Alto da Boa Vista, em já cedeu. Segundo informações
de moradores do local, nesta terça-feira (22), um caminhão da construtora
responsável pela obra, Construcampo Engenharia, afundou próximo a guia da sarjeta
na rua Eurides Chagas Cruz.

“É só olhar para constatar que o principal material
usado para fazer o asfalto aqui no bairro foi terra. Esperamos mais de 20 anos
para ver nosso sonho se acabar em uma semana”, disse Francisco Bezerra da
Silva, morador do Alto da Boa Vista há 23 anos.

Em meio à rua desnivelada pelo rompimento do asfalto,
é possível observar, entre a lama asfáltica, grossas camadas de barro. Outro
morador, que preferiu não se identificar, relatou seu descontentamento usando
as mãos para despedaçar um pedaço do que serviria para pavimentar sua rua.

“A Prefeitura sempre contrata essa mesma empresa,
apesar de ser de conhecimento de todos que, em diversos pontos da Cidade, o
serviço prestado pela Construcampo sempre deu problemas. Não vem ninguém da
Secretaria de Obras para fiscalizar o andamento da obra. Parece que sabem que o
asfalto será de péssima qualidade e preferem se omitir”, desabafou.

O comerciante Francisco já teme pelo aumento do
IPTU devido ao asfalto, informado como concluído. “Provavelmente vão subir o
IPTU alegando que a rua possui asfalto e, consequentemente, as casas estão mais
valorizadas. Contudo, não considero o serviço que fizeram aqui um asfaltamento
de ruas. O uso do dinheiro, oriundo de recursos compensatórios de empresas que
se instalaram aqui, deveria ser mais valorizado pela Prefeitura, através de
obras realmente bem feitas”.

Já Germano Faustino Marcelo, morador da região do
Alto da Boa Vista que não recebeu asfalto nessa empreitada, relata que a
Administração Municipal informou que não havia verbas suficientes para
pavimentar todo o pequeno bairro.

“Disseram que não havia dinheiro para asfaltar o
restante dos quarteirões. Na maioria dos casos, ficou faltando menos de um
quarteirão para o serviço ser executado em todo o Alto da Boa Vista. Desse
jeito que estou vendo essa obra, acredito que o recurso não deveria nem ter
sido empregado nesse péssima empreitada”.

Procurado pelo Midiamax, o secretário de obras e
serviços públicos, Getúlio Neves da Costa Dias, não foi localizado.