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Após maratona na sexta, Rogerinho perde final do tênis e fica com a prata

A maratona de cinco horas em duas partidas na sexta-feira foi cruel. Neste sábado, o tênis brasileiro voltou à quadra em Guadalajara para a final dos Jogos Pan-Americanos, e as pernas já reclamavam. Rogério Dutra Silva, o Rogerinho, encarou o colombiano Robert Farah e até parecia animado no início do confronto. Mas não aguentou o […]

Arquivo Publicado em 23/10/2011, às 01h10

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A maratona de cinco horas em duas partidas na sexta-feira foi cruel. Neste sábado, o tênis brasileiro voltou à quadra em Guadalajara para a final dos Jogos Pan-Americanos, e as pernas já reclamavam. Rogério Dutra Silva, o Rogerinho, encarou o colombiano Robert Farah e até parecia animado no início do confronto. Mas não aguentou o ritmo do número 230 do mundo, tombou em dois sets e ficou com a medalha de prata. Com parciais de 6/4 e 6/3, Farah garantiu o nono ouro da Colômbia no Pan do México.


Número 116 do ranking mundial, Rogerinho tinha vencido na véspera a semifinal contra o equatoriano Cesar Campozano em três horas. Não satisfeito, ainda voltou à quadra para disputar o bronze nas duplas mistas. Já passava das 2h da manhã, no horário de Brasília, quando ele e Ana Clara Duarte bateram a parceria venezuelana. Menos de 24 horas depois, já estava de volta para a decisão deste sábado.


Farah abriu o primeiro set confirmando seu saque sem nenhuma dificuldade, mas o brasileiro mostrou poder de reação e venceu três games seguidos, incluindo uma quebra no terceiro. Com 3/1 de vantagem, parecia que as coisas caminhavam a favor de Rogerinho, mas Farah teve paciência para se reencontrar no set. Defendeu seu serviço até o oitavo game, quando devolveu a quebra. Confirmou na sequência e, percebendo que o rival tinha sentido o golpe, avançou para derrubar mais uma vez seu saque. Com uma quebra difícil no décimo game, o colombiano fechou em 6/4.


No segundo set, a torcida em Guadalajara ainda não tinha decidido qual tenista apoiaria. Na dúvida, fazia ola e se divertia com a final. O juiz teve de esperar os torcedores ficarem quietos para autorizar a ação na quadra.


Farah abriu 1/0, mas começou a se irritar no segundo game, quando Rogerinho sacou para empatar em 1/1. O colombiano defendia o seu saque, e o brasileiro respondia, gritando “Vamos!”. A cada game, o saque era defendido sem muitos sustos, num ritmo arriscado para Rogério. No sétimo, Farah se impôs, forçou um erro do rival, que mandou a bola na rede, e conseguiu a quebra.


Bastava a confirmação logo em seguida para derrubar o sonho brasileiro do ouro. Rogerinho não se entregou e ainda conseguiu salvar um match point em jogada de raça, deixando o adversário sentado na quadra. Mas não foi o bastante. Na segunda chance, Farah emplacou um ace, e aí se jogou de propósito no chão, desta vez para comemorar o ouro.

Jornal Midiamax