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Ampliação de abate de suínos em MS é meta de cooperativa

A ampliação do abate de suínos em Mato Grosso do Sul, das atuais 1.400 cabeças para 1950 cabeças/dia, é uma das prioridades da Coopercentral Aurora. O foco da cooperativa também está na implantação definitiva da cadeia do leite e no crescimento do abate e industrialização de aves; Hoje, a Coopercentral Aurora abate cerca de 13 […]

Arquivo Publicado em 22/03/2011, às 14h35

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A ampliação do abate de suínos em Mato Grosso do Sul, das atuais 1.400 cabeças para 1950 cabeças/dia, é uma das prioridades da Coopercentral Aurora.

O foco da cooperativa também está na implantação definitiva da cadeia do leite e no crescimento do abate e industrialização de aves;

Hoje, a Coopercentral Aurora abate cerca de 13 mil suínos/dia e industrializa praticamente 90% da produção, destinada na maior parte ao mercado interno (85%) e à exportação (15%).

Entre os principais clientes externos estão a Rússia, Hong Kong, Ucrânia e Argentina, mas a Cooperativa quer novos mercados. “Temos status para isso, somos área livre de aftosa sem vacinação. Temos o mesmo status do Chile, por exemplo”, salienta Lanznaster. Destaca que o Rio Grande do Sul e o Paraná estão trabalhando para igualar status, e que quando isso acontecer será ótimo, o Sul do Brasil poderá formar uma bela barreira contra possíveis problemas vindos da Argentina ou do Uruguai.

Entre os mercados de interesse imediato da Coopercentral Aurora estão o Japão, maior importador mundial de carne suína, Coréia do Sul e México. “O Japão está sendo abastecido pela Europa e Estados Unidos e queremos uma fatia disso”, enfatiza o dirigente.

No segmento aves, a meta da Coopercentral Aurora é elevar o abate de 460 mil aves/dia para 500 mil até o final do ano. Hoje, metade da produção é destinada ao mercado interno e metade ao mercado externo.

Quanto ao leite, de produção estimada em 1 milhão de litros/dia, o foco está na busca de solidez. A Coopercentral produz leite longa vida, leite em pó, queijo mussarela e soro em pó.

Alta do milho – Lanznaster vê na alta de preço do milho um bom momento para o produtor, mas mostra preocupação com a elevação de custos no setor carnes.

“Os produtores de milho estão num bom momento, capitalizados, ganhando até 60% a mais na saca e terão como pagar suas contas. Mas trata-se de uma cadeia e deve haver transferência de valores porque senão a indústria quebra.
“Quem está pagando é o consumidor. A indústria não tem como bancar preços altos e esse, inclusive, é dos motivos da alta de preço da carne”, enfatiza.

Nas suas previsões, o mercado de carne suína continuará aquecido no curtíssimo prazo e em duas semanas no máximo os preços devem voltar a subir.

“O mercado toma como base o preço da carcaça posto São Paulo. No final do ano a carcaça era negociada a R$ 5,10 quilo, caiu para R$ 3,20 quilo e agora já está cotada a R$ 3,90 quilo” observa.

Para Lanznaster, o milho não deverá ceder em preços no mercado externo, a soja continuará em alta e o preço das carnes também. O Brasil deve exportar carne a preços maiores e consumidores do mundo inteiro pagarão mais caro pelo produto.

“Os Estados Unidos estão gastando cerca de 120 milhões de toneladas de milho/ano para fazer etanol, volume que corresponde a quase duas safras brasileiras e com isso os estoques mundiais vão caindo. Para o Brasil, isso é ótimo, mas para os criadores de suínos e aves e produtores de leite a situação preocupa” enfatiza.

No caso de Santa Catarina, estado comprador de milho, o dirigente visualiza dependência ainda maior no curtíssimo prazo. “Trazíamos de fora 1,5 milhão de toneladas/ano e hoje estamos indo para 1,7 milhão de toneladas, que chegam luxuosamente em cima de eixos de caminhão. Por isso, a urgência na construção da Ferrovia do Milho”.

Exportações- Outra questão que preocupa o presidente da Coopercentral Aurora é exportação de milho, a qual na sua opinião terá que ser muito bem controlada pelo governo federal.

“Se o Brasil exportar mais milho do que deve, a saca pode ir a R$ 30,00 e o preço do suíno vai para a cucuia”. Lembra que a safrinha ainda está na terra e não no paiol e que se o clima se mantiver normal a segunda safra brasileira de milho não chegará a 23 milhões de toneladas como está sendo projetada. Conforme o dirigente, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso plantaram tarde e estão sujeitos a problemas. No Paraná, a ocorrência de uma geada em abril ou maio pode ser prejudicial. “A safrinha só será cheia se chover uma ou duas semanas a mais do que o normal na região central do Brasil e essa é uma variável que tem que ser considerada”, adverte.

Maior produtor nacional de suínos e segundo na produção brasileira de aves, Santa Catarina acumula duas safras consecutivas de queda de área de milho (de 12% em 2009/10 e de 11,2% em 2010/11). A produção estadual de 2010/11 deverá alcançar 2,866 milhões de toneladas segundo estimativa de SAFRAS & Mercado.

Jornal Midiamax