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Três Lagoas deve tornar-se principal polo exportador de peixe

Nessa sexta-feira (24) foi realizada a primeira oficina de pesca do Estado. O evento contou com a presença dos pescadores do bairro Jupiá; o presidente da Colônia Z-03 Antônio de Souza Farias; de Paulo Roberto da Silva; superintendente federal do MPA (Ministério da Pesca e Aquicultura) e Valdeci Ribeiro Castro Jr. assessor do Ministro do […]

Arquivo Publicado em 25/09/2010, às 18h24

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Nessa sexta-feira (24) foi realizada a primeira oficina de pesca do Estado. O evento contou com a presença dos pescadores do bairro Jupiá; o presidente da Colônia Z-03 Antônio de Souza Farias; de Paulo Roberto da Silva; superintendente federal do MPA (Ministério da Pesca e Aquicultura) e Valdeci Ribeiro Castro Jr. assessor do Ministro do MPA.


O objetivo da oficina é compreender as dificuldades dos pescadores da Colônia Z-03, e oferecer caminhos para a potencialização do comércio do pescado, indicando formas de profissionalização da pesca por meio de cursos e a implantação de um sistema de aquicultura na colônia, assim aumentando a venda do peixe.


Conforme Paulo Roberto, no Estado são produzidas por ano 15 mil toneladas de peixe, com esta remodelação do esquema de profissionalização da pesca, o objetivo é aumentar para mais de 100 mil toneladas ano, tornando Mato Grosso do Sul um dos maiores exportadores do Brasil. Para isso, o superintendente explica que a colônia Z-03 de Três Lagoas é peça fundamental para o processo, já que pretende ser o maior produtor do Estado, posto atualmente ocupado por Dourados.


Paulo Roberto afirma que atualmente mesmo com uma produção inferior, Dourados consegue exportar pescado nobre, como o pintado para China e Estados Unidos. Com o aumento da produção do peixe, pretende-se repartir as 100 mil toneladas de peixes em quatro fatias. Uma será destinada para comercialização no Estado, outra para a exportação dentro do país, e as outras duas destinadas ao comércio exterior. Inicialmente a produção será de tilápia.


Todo o planejamento é pautado em sustentabilidade. Portanto, pretende-se também iniciar uma atividade de processamento do couro da tilápia em nível industrial. Entretanto nada impede que posteriormente, invista-se em artesanato, já que com a produção do pescado em abundancia, não faltará matéria prima.


Implantação


Segundo explica Paulo Roberto serão quatro oficinas em todo Estado: duas para colônias do Rio Paraná e mais duas no Rio Paraguai. Este é um trabalho de mapeamento dos pescadores – sua forma de trabalho, aquisição de renda e problemáticas sociais – e com este material desenvolver soluções. “Nosso desejo é que no final das oficinas tenhamos uma radiografia da situação dos pescadores do Estado e por meio de algumas ações qualificá-los. A intenção é fazer dos problemas soluções e fomentar na região uma melhor distribuição de pescado”, explica.


A partir da oficina será redigido um documento para encaminhá-lo ao MPA com todas as necessidades e dificuldades dos pescadores. Este documento será encaminhado ao ministro da pesca que deverá prover meios de solucionar as questões, garantindo melhor qualidade de vida para a comunidade.


Em relação ao sistema de aquicultura, conforme o superintendente, em Ilha Solteira (SP), já existem alguns lotes para a produção de pescado que englobam Paranaíba e Aparecida do Taboado. “Para grandes produtores são feitos lotes maiores, para a produção familiar, um pouco menores. Os produtores maiores pagam pela água utilizada”, disse.


Segundo explica Paulo Roberto, as oficinas são apenas o ponto de partida de todo o trabalho que se planeja realizar. “Em Ilha Solteira, os lotes já foram feitos. Tudo é construído por meio de muitos estudos dos alunos da Unesp (Universidade Estadual do de São Paulo). Três Lagoas ainda precisa passar por estes estudos, que devem ser iniciados no início do próximo ano”, afirma.


Realizados todos os estudos e implantado o sistema, será iniciado o processo de capacitação dos pescadores, para que aprendam a criar peixes e a pesca deixe de ser apenas um trabalho de extração. Lembrando que a pesca não será extinta, mas um novo sistema de produção.

Jornal Midiamax