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Rivalidade entre gangues termina com jovem assassinado no Lageado

Luciano de Jesus, 18, mais conhecido como "Tchola" fazia questão dizer que era membro de guangue na região e ostentava arma em fotos na internet

Arquivo Publicado em 12/07/2010, às 23h30

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Luciano de Jesus, 18, mais conhecido como “Tchola” fazia questão dizer que era membro de guangue na região e ostentava arma em fotos na internet

Rivalidade entre gangues na região do bairro Parque Lageado terminou em assassinato na noite desta segunda-feira, em Campo Grande. Luciano de Jesus, 18 anos, mais conhecido como “Tchola”, foi morto com três tiros de arma calibre 22 depois de uma briga ocorrida na rua Adelaide Maia de Fiqueiredo com a rua José Falsetti.

Com seu nome e imagem divulgados até em programa de televisão, Tchola tinha fotos empunhando armas em sua página num site de relacionamentos. Ele fazia questão de se identificar como membro de gangues. “Tchola da boca do dragão. Turma do Parque do Sol”, assim é chamado o grupo do qual ele fazia parte.

Segundo um familiar que preferiu não se identificar, ele foi morto por membros de gangue do Bairro Dom Antônio Barbosa.

“Aqui nós não temos mais liberdade. Fica essa briga entre as gangues e os moradores no meio do fogo cruzado. Foram os meninos do Dom Antonio que mataram ele, um tal de Pereba e Dentinho. Agora eles estão comemorando”, denuncia.

De acordo com ela, o rapaz tinha várias passagens na polícia e inclusive estaria envolvido em assalto em uma fazenda na Gameleira na semana passada. A polícia confirmou que Tchola tinha uma extensa ficha criminal. Ele tinha passagens por homicídio, tentativa de homicídio, porte ilegal de arma, furto e roubo. Quando adolescente, inclusive ficou internado na Unei [Unidade Educacional de Internação] Dom Bosco em 2007.

Os moradores da região confirmam que o jovem não tinha limites e aterrorizava a região dos Bairros Dom Antônio, Lageado e Parque do Sol.

“Ele gostava de brigar e de andar sempre armado. Esteve envolvido em vários assaltos”, disse um comerciante que preferiu não se identificar por medo de represálias.

Jornal Midiamax