Geral

PT e partidos aliados fazem ato de apoio a Dilma no Centro de SP

O candidato a vice-presidente Michel Temer (PMDB) e lideranças da coligação que apoia a petista Dilma Rousseff à Presidência se reuniram na tarde desta sexta-feira (29) no Centro de São Paulo em passeata seguida de comício. Dilma Rousseff não participou do evento. Esta sexta-feira é o último dia permitido pela legislação eleitoral para comícios e […]

Arquivo Publicado em 29/10/2010, às 20h09

None

O candidato a vice-presidente Michel Temer (PMDB) e lideranças da coligação que apoia a petista Dilma Rousseff à Presidência se reuniram na tarde desta sexta-feira (29) no Centro de São Paulo em passeata seguida de comício. Dilma Rousseff não participou do evento.


Esta sexta-feira é o último dia permitido pela legislação eleitoral para comícios e atos de campanha com carro de som.


Militância de PT, PMDB, PR, PC do B, integrantes das centrais sindicais, como Força Sindical, CUT e CGTB, além de movimento de negros e de mulheres, se concentraram na Praça do Patriarca. Após a chegada de lideranças, o grupo caminhou para a Praça da Sé, onde um carro de som foi utilizado como palanque do evento.


Foi nesta mesma região que o PSDB realizou mais cedo um ato de apoio ao tucano José Serra. Os militantes das duas campanhas, no entanto, não chegaram a se encontrar.


Dirigentes do PT criticaram o ato adversário. “A ideia é juntar os militantes para dar apoio a Dilma, mas sem militância chapa branca. Desceu toda militância da prefeitura, por isso eles fizeram o ato na hora do almoço”, criticou o presidente do PT municipal, Antonio Donato. Ele disse que o PT ia fazer o evento no mesmo horário, mas ao saber do ato adversário, trocou o horário para “evitar atritos”.


Após a passeata que passou pela rua XV de Novembro, uma das principais áreas comerciais da cidade, as lideranças subiram no carro de som e Michel Temer foi o primeiro a discursar. Ele conclamou a militância a atuar para que Dilma obtenha percentual de votação semelhante ao percentual de aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


“Vou dar uma palavra rápida porque vou daqui a pouco acompanhar mais um debate vitorioso dessa brasileira que é Dilma Rousseff (em referência ao debate da TV Globo nesta noite). Estou aqui dando uma palavra de incentivo, mas acho que nem precisa, porque o que vejo é entusiasmo. (…) Não vamos nos contentar com 57% [dos votos]. O Lula tem 83%. Vamos trabalhar para Dilma ganhar com 83%”, afirmou o deputado, que após falar deixou o evento.


O senador Aloizio Mercadante (PT), que perdeu a disputa pelo governo de São Paulo no primeiro turno para o tucano Geraldo Alckmin, teve um dos discursos mais longos do ato. Ele destacou o governo Lula e pediu votos para Dilma. Antes, durante a caminhada, afirmou que que Serra fez uma “campanha rebaixada” no segundo turno.


“Para nós fica mais claro o que representa os dois projetos. Dilma tem crescido a cada pesquisa e acho que ela vai ter uma vitória bastante bonita. O Serra trouxe uma agenda rebaixada sem discutir propostas para o Brasil. Se aliou com o que tem de mais atrasado na história política desse país. E vai pagar o preço por isso. Acho que não vai perder só a eleição, vai perder também a credibilidade depois desta eleição.”


O deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, também discursou. Ao chegar para o evento, disse que a expectativa é de que Dilma vença Serra “com 17 milhões de votos a mais”. Apesar de se mostrar confiante, apontou que houve, no entanto, um momento de preocupação na campanha. “No primeiro turno, a militância estava envolvida com suas campanhas, com os deputados. Achou que isso bastava para Dilma ganhar. No segundo turno, a militância foi para a rua na medida em que houve algum risco no início da campanha.”


Também estiveram no ato o deputado federal José Genoino (PT) e o senador Eduardo Suplicy (PT). Deputados estaduais e federais eleitos por partidos da coligação também estavam no comício.

Jornal Midiamax