Geral

Pilotos estariam envolvidos em escândalo de lavagem de dinheiro

Nelson Piquet e seu filho Nelsinho apareceram nas investigações da Operação Podium da Polícia Federal, que descobriu um esquema de lavagem de dinheiro por meio da Federação Cearense de Automobilismo (FCA). A revista Veja divulgou o motivo da invasão da PF à sede da entidade no mês passado, e revelou que a federação recebia dinheiro […]

Arquivo Publicado em 19/12/2010, às 21h28

None

Nelson Piquet e seu filho Nelsinho apareceram nas investigações da Operação Podium da Polícia Federal, que descobriu um esquema de lavagem de dinheiro por meio da Federação Cearense de Automobilismo (FCA).


A revista Veja divulgou o motivo da invasão da PF à sede da entidade no mês passado, e revelou que a federação recebia dinheiro sujo de sonegação e propina paga a políticos corruptos como patrocínio, e depois devolvia aos supostos doadores.


Entre aqueles que seriam beneficiados estão cinco secretários do governo cearense de Cid Gomes (PSB), além do principal assessor do governador do Amazonas, Omar Aziz (PMN). O ex-piloto Nelson Piquet também admitiu que usou a FCA para mandar dinheiro ao seu filho Nelsinho. Xandy Negrão e Diego Nunes, da Stock Car, também usaram o expediente.


Segundo a revista, Nelson Piquet enviou R$ 2,7 milhões à FCA entre 2005 e 2008, e a entidade lhe devolveu R$ 500 mil. Outros R$ 5,2 milhões foram enviados para a conta no exterior de Nelsinho. “Fiz assim porque tenho boas relações com os cearenses”, declarou Nelson à Veja.


A PF descobriu o esquema porque a Receita Federal desconfiou do alto montante movimentado pela FCA. Entre 2004 e 2008, cerca de R$ 51 milhões circularam pela entidade. O valor é cinco vezes maior que o da federação paulista, a maior do país.


Esse valor é referente apenas ao que a FCA declarou ao fisco, e, segundo as investigações, R$ 25,7 milhões desse montante foram depositados pela empreiteira Marquise, acusada de irregularidades na construção do Estádio Castelão, em Fortaleza. Outras empresas como a Carioca, EIT e Newland contribuíram com outros R$ 25,3 milhões.

Jornal Midiamax