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No Pentágono, Obama faz novo apelo por tolerância

Depois de uma semana com ameaças de queima do Alcorão na Flórida e manifestações violentas no Afeganistão, a cerimônia de aniversário do 11 de Setembro foi marcada por uma trégua. Autoridades americanas deram declarações buscando amenizar o agravamento nas tensões envolvendo ações islamofóbicas e radicais islâmicas nos Estados Unidos e em outras partes do mundo […]

Arquivo Publicado em 12/09/2010, às 11h54

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Depois de uma semana com ameaças de queima do Alcorão na Flórida e manifestações violentas no Afeganistão, a cerimônia de aniversário do 11 de Setembro foi marcada por uma trégua. Autoridades americanas deram declarações buscando amenizar o agravamento nas tensões envolvendo ações islamofóbicas e radicais islâmicas nos Estados Unidos e em outras partes do mundo nos últimos dias.


“Nós não nos renderemos ao ódio. Como americanos, nunca estaremos em guerra contra o Islã. Esta é uma época difícil para o nosso país. Nestes momentos, alguns tentam nos dividir se baseando nas nossas diferenças, tentando nos cegar do que temos em comum. Mas hoje lembramos que não cederemos a esta tentação”, disse o presidente Barack Obama, que optou por comparecer à cerimônia no Pentágono, também atingido pelos terroristas da Al-Qaeda, minutos depois de os aviões terem sido lançados contra as Torres Gêmeas, em Nova York.


Ao redor do Marco Zero, algumas pessoas manifestavam opiniões a favor e contra a construção do centro comunitário islâmico a dois quarteirões de onde estavam as Torres Gêmeas, que terá piscina, quadra de basquete, auditório e uma sala de orações.


Em outras partes de Nova York, os habitantes e turistas praticamente ignoravam o 9.º aniversário do 11 de Setembro. Na véspera, as lojas ficaram lotadas durante toda a noite em evento organizado pela New York Fashion Week. Outros se preocupavam mais com as finais do torneio de tênis do US Open, enquanto alguns aproveitavam um dos últimos sábados de sol do verão no Hemisfério Norte.


Na cerimônia no local onde estavam as torres, o nome de todas as vítimas foram lidos conforme ocorre todos os anos. Em seus discursos, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, e o vice-presidente, Joe Biden, evitaram politizar a cerimônia, optando por lamentar a morte das cerca de 3.000 pessoas nos maiores atentados terroristas da História. A primeira-dama, Michele Obama, viajou para a Pensilvânia, onde participou da homenagem aos mortos no Voo 93.

Jornal Midiamax