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Mandetta cobra responsabilidade do governo sobre PM em postos

Ao final da reunião que discutiu a invasão de pacientes à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Almeida, incidente que ocorreu na quinta-feira à noite, o secretário de Saúde, Luiz Henrique Mandetta se pôs a cobrar a responsabilidade da Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública). Durante entrevista coletiva, ele mencionou que por […]

Arquivo Publicado em 25/01/2010, às 15h39

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Ao final da reunião que discutiu a invasão de pacientes à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Almeida, incidente que ocorreu na quinta-feira à noite, o secretário de Saúde, Luiz Henrique Mandetta se pôs a cobrar a responsabilidade da Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública).

Durante entrevista coletiva, ele mencionou que por exigência do Ministério da Saúde, os UPAs tem que ter policiais militares. Ele reclamou que na noite da invasão à unidade do Vila Almeida a PM foi chamada e não compareceu. “Eles disseram que não tinha viatura. Será que nós vamos ter que tirar recursos da saúde para adquirir viaturas para a Polícia Militar?”, questionou.

Na UPA da Vila Almeida há um local pronto para receber os policiais militares. Uma sala anexa ao prédio tem espaço para que os policiais façam os boletins de ocorrências de casos de violência que forem atendidos no local.

Mandetta afirma que a presença da polícia nas unidades de saúde é necessária porque a marginalidade tem procurado os postos de saúde. “Quando eles precisam de atendimento não vãos aos hospitais porque lá a polícia está presente. Assim, eles vem para os postos”, relata.

Por hora, o secretário não reconhece a necessidade de mais médicos naquela unidade. Na avaliação dele, o incidente de quinta-feira à noite se deve a um conjunto de fatores como a grande demanda de pacientes de baixo risco na unidade recém-inaugurada. “Eles estão numa fase de experimentação. As pessoas vêm medir a pressão, tirar ponto e outras coisas só para experimentar a nova unidade”, afirma.

Segundo ele, os casos de dengue não podem ser apontados como responsáveis pela grande demanda no posto, porque a região não está entre as mais atingidas pela doença.

Quem representou a secretaria de Segurança Pública, foi a tenente coronel Elvaldo Ihan Mazui. Ele afirma que a PM já está presente em todos os postos de saúde através das rondas feitas normalmente.

Sobre os policiais nos postos dos UPAs, ele explica que caberá ao secretário de Segurança Pública, Wantuir Jacini decidir sobre o assunto.

O prefeito de Campo Grande Nelsinho Trad (PMDB) solicitou ainda que as rondas sejam intensificadas. “Acho que isso ocorrerá, mas vamos discutir em detalhes em uma reunião técnica”, informa o tenente.

A equipe da prefeitura espera ser recebida na próxima quarta-feira por Wantuir Jacini, na própria secretária de Segurança Pública. O horário ainda não está definido.

Jornal Midiamax