O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira que vai trabalhar com o governo fluminense e a prefeitura do Rio para aumentar os recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) 2, destinados a obras de drenagem na cidade, após a forte chuva que atinge o município desde a noite de ontem (5).

“Vamos trabalhar com o governador Sérgio Cabral e com o prefeito Eduardo Paes para que, no PAC 2, a gente coloque mais dinheiro para drenagem, para ver se daqui a 10, 15 anos possamos ter uma cidade do Rio de Janeiro menos sofrida do que a que temos hoje”, disse Lula.

O presidente afirmou ainda que situações como a que o Rio de Janeiro enfrenta por causa das chuvas não vão atrapalhar a realização da Copa do Mundo de 2014 –o município será uma das cidades-sede do Mundial– e as Olimpíadas de 2016.

“Não chove todo dia nem toda hora. Quanto acontece uma desgraça, acontece. Normalmente, os meses de junho e julho são mais tranquilos, e o Rio de Janeiro está preparado para fazer as Olimpíadas e a Copa do Mundo com muita tranquilidade”, disse ele.

Lula está no Rio de Janeiro desde a noite de ontem e teve que cancelar compromissos que teria hoje para inaugurar obras no complexo do Alemão devido ao grande volume de água na cidade. Os demais compromissos do presidente na cidade foram mantidos.

Caos

O temporal que atinge o Estado desde a noite de ontem já provocou 82 mortes, segundo o Corpo de Bombeiros. De acordo com a corporação, 41 mortes ocorreram em Niterói, 33 na cidade do Rio, cinco em São Gonçalo, uma em Petrópolis, uma em Paracambi e uma em Nilópolis.

As chuvas registradas desde segunda-feira (5) geraram um acúmulo de 278 milímetros na cidade do Rio, superando o recorde histórico de 1966, que era de 245 mm. Mais de 60 pontos de alagamento foram registrados em toda a cidade.

A Geo-Rio (Fundação Instituto de Geotécnica do Rio) decretou às 15h45 alerta máximo para a cidade do rio, já que há risco de novos temporais.