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Juiz deixa Fórum para fiscalizar armazéns da Cooagri

O juiz da segunda vara Civil de Dourados, José Carlos de Souza, que cuida do processo de liquidação judicial da COOAGRI (Cooperativa Agroindustrial) deixou o seu gabinete no Fórum e foi fiscalizar pessoalmente as empresas que arrendaram os 17 armazéns da cooperativa espalhados em várias cidades de Mato Grosso do Sul.          A primeira visita […]

Arquivo Publicado em 31/03/2010, às 13h34

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O juiz da segunda vara Civil de Dourados, José Carlos de Souza, que cuida do processo de liquidação judicial da COOAGRI (Cooperativa Agroindustrial) deixou o seu gabinete no Fórum e foi fiscalizar pessoalmente as empresas que arrendaram os 17 armazéns da cooperativa espalhados em várias cidades de Mato Grosso do Sul.


A primeira visita aconteceu na manhã de terça-feira em Maracaju onde a Cooperativa Lar do Paraná ficou responsável pela administração dos dois armazéns da Cooagri que tem capacidade para guardar 84 mil toneladas de grãos.



José Carlos estava acompanhado do juiz de Maracaju, Marcus Vinicius de Oliveira Elias; do empresário e ambientalista Romem Barleta, do administrador da Cooagri Gilberto Darci Bernardi e do ex-funcionário da Cooagri Clóvis Augusto Canova. Eles foram recebidos por Marino Nieuhes, gerente da unidade da Cooperativa Lar em Maracaju.



O juiz José Carlos inspecionou os dois armazéns e conferiu os investimentos feito pela Lar conforme contrato de arrendamento. Marino Nieuhes afirmou que a cooperativa já investiu pouco mais de R$ 50 mil para fazer reparos nos armazéns que já receberam 12.030 toneladas de milho e 41.424 toneladas de soja.



A Cooperativa Lar já contratou seis ex-funcionários da Cooagri e pretende, segundo Marino, ampliar o número de funcionários com a recontratação de profissionais que já atuaram nos armazéns. O juiz José Carlos também conheceu as instalações e equipamentos da antiga indústria de fubá que deverá ser reativada pela Lar brevemente.



José Carlos afirmou que a Cooperativa Lar está cumprindo a risca o contrato de arrendamento dos armazéns. “Está tudo dentro das expectativas”, explicou o juiz ao lembrar que o contrato de arrendamento foi formalizado no dia 15 de fevereiro. “Acredito que os armazéns da Cooagri serão bem administrados pelos arrendatários”, disse o magistrado.



O juiz anunciou que nas próximas semanas vai agendar visitas de fiscalização nos demais armazéns da Cooagri arrendados para empresas da iniciativa privada. José Carlos ressaltou que o Poder Judiciário está atendo para o cumprimento dos contratos em respeito aos cooperados, ex-funcionários e fornecedores da Cooagri que esperam um desfecho da auditória que está sendo feita para poder receber seus créditos. José Carlos disse que nas próximas semanas será concluída a auditoria que terá ampla divulgação.



O arrendamento dos armazéns da Cooagri foi autorizado pela Justiça no início de fevereiro deste ano quando o juiz José Carlos assinou o Termo de Conclusão do processo de liquidação daquela que chegou a ser considerada a maior cooperativa de Mato Grosso do sul. Os 17 armazéns da Cooagri têm capacidade para armazenar 406.800 toneladas de grãos.

Jornal Midiamax