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Força-tarefa retoma buscas por onça-pintada na reserva do Parque dos Poderes

Recomeçaram por volta das 6 horas deste sábado (30) as buscas pela onça-pintada que fugiu na manhã de ontem. O felino de oito meses escapou da jaula e se embrenhou na mata da reserva do Parque dos Poderes em Campo Grande.

Arquivo Publicado em 30/10/2010, às 10h48

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Recomeçaram por volta das 6 horas deste sábado (30) as buscas pela onça-pintada que fugiu na manhã de ontem. O felino de oito meses escapou da jaula e se embrenhou na mata da reserva do Parque dos Poderes em Campo Grande.

Recomeçaram por volta das 6 horas deste sábado (30) as buscas pela onça-pintada que fugiu do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras) na manhã de ontem. O felino de oito meses escapou da jaula e se embrenhou na mata da reserva do Parque dos Poderes em Campo Grande.


A Polícia Militar Ambiental coordena a operação que envolve 25 agentes, além de técnicos da ONG Pró-Carnívoros, que vieram de Corumbá especialmente para cooperar nas buscas. Veterinários do Cras, mateiros e guias com cães farejadores também compõem a força-tarefa. Para neutralizar a ação do felino, os homens dispõem de rifles com dardos tranquilizantes.


De acordo com o comandante da operação, major PMA Matoso, houve mudança na estratégia para tentar encontrar o animal. Foram criadas equipes multidisciplinares para vasculhar tanto a área interna da reserva como o perímetro, na tentativa de verificar se a onça-pintada saiu do local.


Entenda o caso


Por volta das 7 horas de sexta-feira (29), a onça que estava na jaula se assustou com a investida de uma anta contra as grades. Com isso, de acordo com coordenador do Cras, Elson Borges, a porta se abriu e o felino escapou. Antes da fuga, a onça-pintada tinha sido alimentada com 1 quilo de carne por um veterinário do Cras.


Há cerca de seis meses, o animal foi resgatada em Água Clara, e por isso perdeu a fase de amamentação. Atualmente ela está com 50 quilos.


O biólogo do Cras explica que, apesar de a onça ser filhote, ela está adaptada aos seres humanos devido ao contato que tem com os tratadores no centro. Mas qualquer barulho ou movimentação estranha pode deixar o animal assustado. Para Elson Borges, é difícil a onça sair da mata e ganhar o asfalto, por causa da grande movimentação na área externa.


Ontem, rastros na margem do córrego que passa pelo Parque das Nações Indígenas chegaram a ser encontrados na proximidade do córrego, mas as folhas secas dificultam a formação das pegadas. Uma parte do Parque teve de ser isolada.

Jornal Midiamax