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Erenice rebate reportagem e põe sigilos à disposição

A ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, divulgou nota neste sábado (11) rebatendo as informações divulgadas pela revista Veja e informa que estão à disposição seu sigilo fiscal, bancário e telefônico, assim como o de seus familiares. De acordo com a reportagem, ela montou no Palácio do Planalto uma central de lobby por meio da […]

Arquivo Publicado em 11/09/2010, às 22h11

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A ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, divulgou nota neste sábado (11) rebatendo as informações divulgadas pela revista Veja e informa que estão à disposição seu sigilo fiscal, bancário e telefônico, assim como o de seus familiares. De acordo com a reportagem, ela montou no Palácio do Planalto uma central de lobby por meio da empresa de consultoria de seu filho, Israel Guerra, que cobrava de empresários interessados em fazer negócios com o governo uma taxa de propina de 6%.


A revista afirma que o empresário paulistano Fábio Baracat, que teria realizado um desses negócios, encontrou-se com Erenice quatro vezes para fechar um negócio de transporte aéreo com os Correios.


Ele afirmou à revista que a ministra pediu propina para ‘saldar compromissos políticos’. Segundo Erenice, a matéria é ‘caluniosa’. Abaixo, a íntegra da nota:


‘Sobre a matéria caluniosa da revista VEJA, buscando atingir-me em minha honra, bem como envolver familiares meus, cumpre-me informar:


1) Procurados pelo repórter autor das aleivosias, fornecemos – tanto eu quanto os meus familiares – as respostas cabíveis a cada uma de suas interrogações. De nada adiantou nosso procedimento transparente e ético, já que tais esclarecimentos foram, levianamente, desconhecidos;


2) Sinto-me atacada em minha honra pessoal e ultrajada pelas mentiras publicadas sem a menor base em provas ou em sustentação na verdade dos fatos, cabendo-me tomar medidas judiciais para a reparação necessária. E assim o farei. Não permitirei que a revista VEJA, contumaz no enxovalho da honra alheia, o faça comigo sem que seja acionada tanto por DANOS MORAIS quanto para que me garanta o DIREITO DE RESPOSTA;


3) Como servidora pública sinto-me na obrigação, desde já, de colocar meus sigilos fiscal, bancário e telefônico, bem como o de TODOS os integrantes de minha família, à disposição das autoridades competentes para eventuais apurações que julgarem necessárias para o esclarecimento dos fatos;


4) Lamento, por fim, que o processo eleitoral, no qual a citada revista está envolvida da forma mais virulenta e menos ética possível, propicie esse tipo de comportamento e a utilização de expediente como esse, em que se publica ataque à honra alheia travestido de material jornalístico sem que se veicule a resposta dos ofendidos.


Brasília, 11 de setembro de 2010.


Erenice Guerra


Ministra-Chefe da Casa Civil da Presidência da República.’

Jornal Midiamax