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Economista defende reestruturação de gastos públicos para diminuir carga tributária

A redução da carga tributária em 2009 é mais fruto do desaquecimento econômico observado no ano passado do que da diminuição de impostos, avalia o economista Felipe Salto, da Tendências Consultoria. Segundo ele, somente uma reforma tributária acompanhada da redução dos gastos públicos seria eficaz para diminuir o peso dos impostos na economia. De acordo […]

Arquivo Publicado em 03/09/2010, às 10h27

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A redução da carga tributária em 2009 é mais fruto do desaquecimento econômico observado no ano passado do que da diminuição de impostos, avalia o economista Felipe Salto, da Tendências Consultoria. Segundo ele, somente uma reforma tributária acompanhada da redução dos gastos públicos seria eficaz para diminuir o peso dos impostos na economia.


De acordo com números divulgados nessa quinta-feira (2) pela Receita Federal, a carga tributária em 2009 correspondeu a 33,58% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma do que o país produz. Houve queda de 0,83 ponto percentual em relação a 2008, quando a carga havia sido de 34,41%.


Para Felipe Salto, em 2010 a carga tributária deverá voltar aos níveis próximos de 2008. Ele não descarta a possibilidade de o indicador chegar a 35% do PIB. Isso porque, em anos de crescimento, a arrecadação de impostos costuma aumentar mais intensamente que a atividade econômica. “Para cada 1% de aumento na economia, a arrecadação aumenta de 1,3% a 1,5%”, explica.


Na opinião do economista, o Brasil enfrenta uma limitação à redução da carga: os gastos públicos elevados. “Atualmente, o governo precisa de receitas para financiar as despesas que não param de subir. Somente uma mudança estrutural nos gastos públicos, aliada a uma reforma tributária, conseguiria diminuir o peso dos impostos”, afirma.


Felipe Salto ressaltou que apesar de a carga tributária brasileira ser menor que a de diversos países europeus, o retorno de serviços públicos para a população é ineficaz. “Temos uma carga elevada para um serviço de baixíssima qualidade”.

Jornal Midiamax