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Dilma critica ‘política com ódio’

Após encontro com representantes da Confederação Nacional de Saúde nesta quarta-feira (23), em Brasília, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse que não se pode fazer política com ódio. “Acho que não podemos fazer política com ódio, porque o ódio é que nem droga e vicia […] Não dá para demonizar […]

Arquivo Publicado em 23/09/2010, às 18h44

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Após encontro com representantes da Confederação Nacional de Saúde nesta quarta-feira (23), em Brasília, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse que não se pode fazer política com ódio.

“Acho que não podemos fazer política com ódio, porque o ódio é que nem droga e vicia […] Não dá para demonizar ninguém neste país, não se pode fazer isso”, disse a candidata.

Dilma disse que a sua campanha não irá “baixar o nível” nesta eleição. “Quem baixa o nível utiliza de expedientes que nem o Brasil nem a história perdoa”, disse a petista.

Pesquisa

Ela comentou a última pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (22) e afirmou que a variação de um ponto percentual para baixo “está dentro da margem de erro”.

Os bancários de Mato Grosso do Sul e de todo o país já anunciam greve para o dia 29 de setembro. A informação é do presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Grande/MS e Região Clementino Pereira.

O sindicalista explica que há um mês o Comando Nacional dos Bancários, da qual ele é integrante, iniciou as negociações salariais com a Fenaban (Federação Nacional dos Banqueiros), em São Paulo. No entanto, ontem, dia 22, os bancos rejeitaram a minuta de reivindicação dos bancários, oferecendo um reajuste salarial de 4,29%, índice muito menor do que os 11% exigido pela categoria.

Perguntada se Erenice Guerra teria um cargo em seu governo, caso ganhe as eleições, Dilma se recusou a comentar. “Essa eu passo”, disse.

Sobre uma possivel composição de ministério com a presença do ex-ministro Antônio Palocci, a canditata petista disse que falar sobre isso antes das eleições seria “subir no salto alto”.

“Eu gosto muito do Palocci, como gosto do (José Eduardo) Dutra também, que são os dois coordenadores da minha campanha além do José Eduardo Martins Cardozo. Agora, se eu discutir em algum momento ministério antes de ganhar a eleição, eu seria uma pessoa que estaria não só colocando o carro na frente dos bois, mas subindo num baita salto alto”, afirmou.

Ela brincou e disse que subir no salto alto seria ainda mais difícil “usando uma bota ortopédica”. “Não subo no salto alto por convicção, mas também precisamos convir que subir no salto alto com este pezinho pesado que eu tenho levaria a eu detonar meu outro pé”, comentou. A candidata torceu o pé na semana passada e desde então tem aparecido usando uma bota ortopédica no pé direito.

Saúde

Sobre a conversa com representantes da Confederação Nacional da Saúde, que reúne entidades privadas como hospitais e santas casas, ela defendeu parcerias entre os setores público e privado e melhorias no Sistema Único de Saúde (SUS).

“As entidades privadas avaliam que o SUS tem problemas de financiamento, problemas de gestão, mas apesar de tudo também avaliam que é um dos melhores sistemas do mundo. Eles (as entidades privadas) têm disponibilidade de equipamentos sofisticados, e poderemos fazer uso disso através de parcerias público-privadas, parcerias de gestão, visando o melhor atendimento possível da população”, afirmou.

Dilma Rousseff falou também sobre planos de promover a “nacionalização” da Rede Sarah Kubitscheck. “Darei todo o incentivo à questão de tornar a Rede Sarah um ponto de referência nacional e de levá-la para todo o Brasil, para todas as regiões”, disse a presidenciável.

Jornal Midiamax