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Coreia do Norte diz que não reagirá a exercício militar sul-coreano

A Coreia do Norte garantiu que não reagirá ao exercício militar sul-coreano desta segunda-feira, 20, perto da fronteira marítima em disputa pelos dois países

Arquivo Publicado em 20/12/2010, às 20h56

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A Coreia do Norte garantiu que não reagirá ao exercício militar sul-coreano desta segunda-feira, 20, perto da fronteira marítima em disputa pelos dois países

A Coreia do Norte garantiu que não reagirá ao exercício militar sul-coreano desta segunda-feira, 20, perto da fronteira marítima em disputa pelos dois países.


A afirmação aliviou ainda mais a tensão na região, depois de a CNN anunciar que Pyongyang aceitou receber de volta inspetores internacionais às suas instalações nucleares.


O exercício sul-coreano deveria ter ocorrido no fim de semana, mas foi adiado devido ao mau tempo. Ele durou cerca de 90 minutos, com disparos quase constantes de artilharia – alguns próximos, outros distantes – que sacudiram os abrigos antiaéreos da ilha de Yeonpyeong.


“Não posso lhes dizer exatamente quantos foram disparados, alguns são distantes, alguns são barulhentos. O abrigo está chacoalhando e as pessoas aqui estão preocupadas, inclusive eu mesmo”, disse uma testemunha.


A Coreia do Norte havia ameaçado na semana passada reagir caso a Coreia do Sul fizesse atividades com munição real. Mas, horas depois do exercício, o comando militar norte-coreano disse que “não valia a pena reagir na mesma medida às provocações militares”, segundo a agência estatal de notícias KCNA.


Yeonpyeong fica perto de uma área marítima disputada pelas duas Coreias. Em 23 de novembro, na última vez em que a Coreia do Sul testou munições lá, a Coreia do Norte reagiu bombardeando a ilha, o que causou a morte de dois civis e dois militares, no pior ataque contra o território sul-coreano desde o fim da Guerra da Coreia (1950-53).


Negociações


Em meio à tensão, houve também relatos de um possível avanço diplomático. Segundo a CNN, o negociador americano Bill Richardson obteve concessões norte-coreanas a respeito da retomada das inspeções nucleares da ONU.


Em viagem não-oficial a Pyongyang, Richardson teria também convencido o regime comunista a negociar a venda de 12 mil cápsulas de combustível nuclear, que seriam enviadas ao exterior, possivelmente à Coreia do Sul, segundo o canal. Também ficou estabelecida a criação de uma comissão militar envolvendo EUA e as duas Coreias, além de um outro canal direto de contato entre os militares norte e sul-coreanos. A chancelaria sul-coreana não comentou as informações.


A Coreia do Norte expulsou os inspetores nucleares em abril de 2009, rompendo um acordo anterior de desarmamento.


O exercício sul-coreano ocorreu também horas depois de uma reunião inconclusiva do Conselho de Segurança da ONU sobre a crise entre as Coreias. Rússia e China resistem a aprovar uma condenação mais explícita a Pyongyang pelos ataques do mês passado.

Jornal Midiamax