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Comitê de Defesa Popular lança manifesto contra “coalizões partidárias” em Dourados

O Comitê ficou conhecido pelas manifestações contra a corrupção e lançou na manhã desta quinta-feira um manifesto contra as coalizações partidárias em negociação pela prefeitura.

Arquivo Publicado em 30/12/2010, às 17h37

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O Comitê ficou conhecido pelas manifestações contra a corrupção e lançou na manhã desta quinta-feira um manifesto contra as coalizações partidárias em negociação pela prefeitura.

O Comitê Regional de Defesa Popular que ficou conhecido popularmente por suas manifestações contra a corrupção a partir das operações Owari e Uragano lançou na manhã desta quinta-feira um manifesto contra as coalizações partidárias visando preparar candidaturas a Prefeitura de Dourados na eleição fora de época que acontece em fevereiro de 2011.


O comitê é fórum de entidades que congrega vários movimentos históricos de luta e que através do manifestado “vem a público repudiar as coalizões políticas partidárias que estão sendo articuladas em Dourados, em prol de um projeto único para as eleições municipais”.


O sindicalista Ronaldo Fereira, coordenador do Comitê Popular afirmou que “os movimentos sociais, vem a público esclarecer que durante toda a sua trajetória de luta, sempre teve e sempre terá como pauta para construção da sua história, as lutas dos movimentos de esquerda no mundo.”.


Diante deste quadro político Ronaldo afirmou que “os movimentos ditos de esquerda jamais irão aceitar que dois Projetos Políticos Ideológicos totalmente distintos, ou seja: O Projeto da Direita onde estão DEM, PSDB, e outras siglas que defendem uma política Latifundiária, Privatizações de Empresas Públicas e a Burguesia, venha se fundir com o Projeto da Esquerda, onde estão PT, PSTU e outros partidos que defendem a grande massa de trabalhadores e excluídos deste Brasil, e que mais sofreram e sofrem com as crises econômicas.”.


O manifesto do Comitê diz ainda que “num momento onde a ética comportamental dos nossos representantes públicos em Dourados está sob julgamento por atos de corrupção pública, ineficiência, descaso, desleixo, baixa qualidade e também uso da administração pública como trampolim para interesses privados, ou seja, onde a “coisa publica” tem sido considerada aquilo, por ser “de todos”, é  “de ninguém”, se achando no direito de se apropriarem, usando e abusando do poder publico, não podemos admitir coalizão políticas ideológicas totalmente distintas”.


O documento do Comitê continua afirmando que “se aceitássemos tal debate, estaríamos sendo coniventes com a situação, ou seja, estaríamos de forma “burra” colocando todos os ovos numa mesma cesta, com o risco grande de fazermos uma grande omelete, e não podermos nos  posicionar contrário no futuro caso venha a dar errado.”.


O manifesto explica que “Dourados viu nos últimos meses a Corrupção Publica na política levar a cidade a situações vergonhosas em nível nacional. Portanto, temos que fazer valer neste momento o direito coletivo, onde os cidadãos douradenses nas eleições para Prefeito que irá acontecer no começo de fevereiro de 2011 possam optar por escolher entre as várias alternativas de projetos políticos que possivelmente serão apresentados a sociedade, e dentre eles escolher qual será o melhor para conduzir o destino da nossa cidade até final do ano de 2012”.


Para o coordenador do Comitê Popular “seja qual for o projeto político, as entidades prometem estarem atentas e fazer oposição caso o mesmo venha a desagradar o interesse da coletividade”.

Jornal Midiamax