Na avaliação do governador André Puccinelli (PMDB) o fato de o PR ter declarado apoio informal à ministra Dilma Rousseff, do PT, não cria qualquer problema para a aliança entre ele e o partido. Na verdade, a própria cúpula regional da legenda aguarda que a direção nacional libere o partido nos estados, uma vez que a regra da verticalização não vigorará nestas eleições.

O caminho de André, aliás, poderia ser o mesmo do PR nacional, ou seja, a aliança com Dilma, não fosse a candidatura de Zeca do PT ao governo de Mato Grosso do Sul. Como não aceita dois palanques, André avança em sua aproximação com o PSDB que lançará José Serra à presidência.

“Não tem problemas”, garantiu o governador quando questionado se não haveria dificuldades locais se ele e o PR apoiassem candidatos a presidente da República diferentes. No ano passado, o PR recebeu a filiação do secretário de Obras e homem de confiança de André, Edson Girotto, o que para as lideranças do partido foi interpretado como um sinal de que a sigla estaria fechada com André. “De fato é um indício muito forte”, admitiu o presidente da legenda, deputado estadual Londres Machado em diálogo com o Midiamax em fevereiro.