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Professores aprendem informática voltada para deficientes visuais

Os professores das salas de informática da Rede Municipal de Ensino (Reme) de Campo Grande começam amanhã a conhecer com mais detalhes os programas de informática, que apresentam recursos para o ensino de deficientes visuais. As informações serão repassadas por meio de um curso intensivo de “Introdução à Informática Especial” promovido pela Secretaria Municipal de […]

Arquivo Publicado em 01/01/2000, às 12h00

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Os professores das salas de informática da Rede Municipal de Ensino (Reme) de Campo Grande começam amanhã a conhecer com mais detalhes os programas de informática, que apresentam recursos para o ensino de deficientes visuais. As informações serão repassadas por meio de um curso intensivo de “Introdução à Informática Especial” promovido pela Secretaria Municipal de Educação, que acontecerá no Centro de Capacitação de Recursos Humanos da Prefeitura de Campo Grande. No total, 36 profissionais, estarão aprendendo a trabalhar todas as ferramentas dos programas “Dosvox”, “Virtual Vision” e “Jowf”. O termino deste trabalho esta previsto para o dia 6 de agosto.
O curso de 40 horas/aulas acontece no período vespertino e noturno (das 13h30min às 17h e das 19h às 22h). Começa com informações referentes aos tipos de incapacidades visuais, classificadas como baixa visão e deficiência visual total e as atitudes pedagógicas que devem ser adotadas em sala de aula. Para conhecer melhor o mundo dos deficientes visuais, os professores farão uma espécie de dinâmica com olhos vendados para descobrirem a sensação da ausência visual.
Segundo a professora Clégia de Albuquerque Cruz de Oliveira, palestrante do evento, ao adotar essa sistemática fica muito mais fácil entender o mundo dos deficientes visuais. “Com esse suporte, fica muito mais fácil o repasse de conhecimentos e a participação do aluno cego em trabalhos de escola. O recurso da voz acaba sendo um incentivo a mais”, afirma.
A Reme abriga atualmente 25 alunos deficientes visuais, sendo 23 com baixa visão e dois cegos que já contam com o suporte pedagógico do Núcleo de Produção Braile.

Jornal Midiamax