Esportes

Técnico campo-grandense lidera equipe que disputa finais da ginástica artística

Alexandre Cuia foi atleta e se formou em MS

Midiamax Publicado em 08/08/2016, às 18h06

None
cuia.jpg

Alexandre Cuia foi atleta e se formou em MS

Quando as ginastas brasileiras forem às finais dos Jogos Olímpicos do Rio 2016, na próxima segunda-feira, 15 de agosto, haverá um campo-grandense apoiando, orientando e esperando para o abraço após as apresentações. Aos 38 anos, Alexandre Batista de Oliveira Carvalho, mais conhecido como “Cuia”, o treinador da equipe, é formado na Capital, e protagonizou uma das imagens mais bonitas até agora nas Olímpiadas, ao ajudar a ginasta Flávia Saraiva, de 16 anos, a voltar para as barras paralelas, depois de uma queda na última apresentação da adolescente nas provas classificatórias. Ele também estava lá, braços abertos, para o abraço de comemoração pela bela nota que ela teve na trave, garantindo a disputa na final individual geral.

E o que esperar agora? Em breve conversa com o Jornal Midiamax, Alexandre Cuia é comedido. Afirma que o objetivo é buscar medalha, claro, mas diz que as meninas não estão sendo incentivadas a pensar só nisso. “O mais importante é fazer que foi treinado, fazer a parte delas”, define. “Resultado será consequência”.

Cuia disputa sua primeira Olímpiada. Como atleta, ganhou títulos nacionais e disputou quatro campeonatos mundiais. Treinou no Rio de Janeiro, voltou para Campo Grande, formou-se, em 2012, no IESF (Instituto de Ensino Superiro da Funlec), e na sequência foi novamente trabalhar no Flamengo, na equipe da técnica Georgette Vidor, uma das pioneiras na ginástica artística.

Chegou a voltar para Campo Grande, em razão de indefinições na equipe. Aqui, ajudou a reestruturar um programa na área mantido pela Prefeitura. Depois, novamente retornou para o Rio de Janeiro, já integrando a equipe olímpica.

Evolução

Indagado sobre o sentimento de participar, com bom desempenho, de uma competição tão importante, Alexandre Cuia relembra a mudança no perfil brasileiro, que antes era coadjuvante e agora está ao lado das grandes potências. “Estamos trabalhando há 4 anos juntos com toda equipe. Durante esse período, todos trabalharam muito duro. Por ser no Brasil, queríamos buscar o melhor resultado possível do Brasil”, afirma.

“Estamos felizes. A ginástica brasileira vem evoluindo e hoje já conseguimos estar bem próximos e disputar com grandes potências na modalidade, o que há um tempo atrás era impossível”, comenta.

Sobre a próxima segunda-feira, o discurso é de tranquilidade. “Queremos fazer nossa parte, pois temos condições de ter um bom resultado”.

Jornal Midiamax