Esportes

Lugares vazios na Olimpíada incomodam e Rio-2016 tenta encher arenas

Donavan Ferreti atribui o problema às sessões duplas

Diego Alves Publicado em 09/08/2016, às 00h10

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Donavan Ferreti atribui o problema às sessões duplas

Os lugares vazios em competições importantes da Olimpíada Rio-2016 se tornaram uma questão a ser resolvida pelo Comitê. Organizadores têm sido questionados como até eventos de alta demanda como jogos de basquete dos EUA, finais de natação, ginástica e até vôlei de praia têm tido espaços sem espectadores – isso apesar de o comitê informar ter vendido 84% dos bilhetes.

Eventos com menos popularidade, como levantamento de peso e rúgbi, estiveram vazios, com menos de 50% da capacidade.

"Alguns eventos tiveram lugares vazios. Temos que arrumar os problemas. Só entendemos que, quando vemos espaços, não é uma tendência. É fácil fazer para resolver", afirmou o diretor de comunicação do Rio, Mario Andrada, que não vê como um grande problema da Olimpíada.

Responsável pelos ingressos no comitê, Donavan Ferreti atribui o problema às sessões duplas. "Estamos nas eliminatórias. Chegam para a primeira sessão e não ficam ou ao contrário. Maior parte desses casos é pelas sessões duplas", contou ele.

Ingressos distribuídos a voluntários

A preocupação é tão grande que uma quantidade considerável de voluntários recebeu ingressos para sessões que não vinham tenho bom número de vendas, prometendo mais arenas vazias.

Eles receberam e-mails da organizaçãono último domingo (7) explicando o caso e pegavam orientações para retirada dos bilhetes já nos próximos dias.

Outra questão é em relação aos ingressos da família olímpica – ou seja, patrocinadores e parceiros do COI. Em Londres-2012, isso foi um grande problemas já que os parceiros não usaram e não devolveram bilhetes, deixando assentos vazios.

"Pessoa que tem o ingresso pode ir ou não. O que tentamos fazer no caso de patrocinadores que podemos saber adiantado para dar para o programa social", contou Andrada. O programa Transforma irá distribuir 270 mil ingressos para crianças de escolas públicas.

Outra questão é relacionada aos 6% de ingresso de contingência reservados para pessoas com deficiência. Esses não podem ser vendidos a outros espectadores por lei.

Jornal Midiamax