Esportes

Impedido de ter bandeira hasteada, atleta do Kuwait dedica ouro no tiro a seu país

COI baniu Kuwait de ser representado; atletas competem como independentes

Norberto Liberator Publicado em 11/08/2016, às 14h28

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COI baniu Kuwait de ser representado; atletas competem como independentes

O kuaitiano Fehaid Aldeehani conquistou o ouro no tiro esportivo, na noite de quarta-feira (10), na modalidade fossa double. Com a medalha, ele se torna o primeiro atleta a alcançar o primeiro lugar olímpico competindo como independente.

A bandeira e hino do Kuwait não podem ser representados na Rio2016 e em nenhum outro evento do COI (Comitê Olímpico Internacional) e da Fifa (Federação Internacional de Futebol) desde outubro de 2015. A decisão foi tomada por que o governo teria interferido em normas dos órgãos dentro do país, desrespeitando regras das instituições esportivas.

A conquista é a terceira de Al-Deehani, mas seu primeiro ouro, já que o kuaitiano conquistou o bronze na Sidney2000 e na Londres2012. É a primeira vez em que ele não pode defender as cores de seu país. Ainda assim, ele e mais oito conterrâneos que disputam como atletas independentes se consideram representantes do pequeno emirado.

“Nunca é tarde de mais. Finalmente consegui vencer. Este foi o meu dia, e tem um significado imenso para o meu país”, afirmou o atirador, citado pelo portal português Público. "Essa vitória é para meu país, para quem não queria que nós participássemos", também disse Al-Deehani. Ele chegou a tentar mediar a tensão entre o COI e o governo do Kuwait, sem sucesso.

Como solução, o Comitê aceitou a participação dos atletas classificados, desde que eles competissem com a bandeira olímpica, na mesma delegação em que participam, sobretudo, esportistas refugiados. Al-Deehani foi chamado para carregar o estandarte olímpico na cerimônia de abertura, mas não aceitou. “Sou militar, só posso carregar a bandeira do Kuwait”, afirmou.

Jornal Midiamax