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Vasco reprova “conflitos internos” e rompe com organizada

Na nota, a cúpula vascaína alega as investigações do MP-RJ e da Polícia Militar, além dos conflitos internos

Clayton Neves Publicado em 11/02/2015, às 15h30

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Na nota, a cúpula vascaína alega as investigações do MP-RJ e da Polícia Militar, além dos conflitos internos

Às vésperas de receber o segundo jogo em São Januário na atual temporada do Carioca, a diretoria do Vasco – encabeçada por Eurico Miranda, que voltou ao clube após oito anos afastado da presidência – relatou, em comunicado oficial na noite da última terça, o rompimento unilateral com a torcida organizada Força Jovem. Na nota, a cúpula vascaína alega as investigações do MP-RJ e da Polícia Militar, além dos conflitos internos, como razões para tal sanção.

Ao se responsabilizar por mais uma atitude polêmica, Eurico Miranda disse enviar à Ferj (Federação do Estado do Rio de Janeiro) e à Polícia Militar o comunicado, já que, segundo a diretoria vascaína, a frente Força Jovem não representa mais o clube. Antes de suspender qualquer relação com tal organizada, o presidente já havia tomado decisões bem claras para delimitar a participação de seus membros.

Desde o início do mandato de Eurico, em dezembro passado, nenhuma torcida organizada recebe benefícios com relação aos ingressos para quaisquer jogos, sejam dentro ou fora de casa. Além disso, a Força Jovem – atualmente dividida entre Força Jovem e Força Independente – não tem mais direito a uma sala em São Januário, prática que era comum em outros mandatos, e, de toda forma, estreitava as relações entre clube e torcida fora das quatro linhas.

Confira o comunicado assinado por Eurico Miranda na íntegra:

Tendo em vista as investigações desenvolvidas pelo Ministério Público, pela Polícia e pelo Poder Judiciário, o Club de Regatas Vasco da Gama comunica que, por decisão de Diretoria, não reconhece a torcida Força Jovem, enquanto perdurar a suspensão imposta pela Justiça e os seus conflitos internos.

Esta comunicação foi encaminhada através de ofício à Federação de Futebol do Rio de Janeiro, ao Gepe- Grupamento Especial de Policiamento em Estádios – e ao Ministério Público.

Jornal Midiamax