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Perspectiva da federação local fura e legado da Copa não avança em Campo Grande

Fundo tem US$ 100 milhões para investir no Brasil, sendo 15% para Centros de Treinamento de promessas

Midiamax Publicado em 29/04/2015, às 20h00

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Fundo tem US$ 100 milhões para investir no Brasil, sendo 15% para Centros de Treinamento de promessas

Em 20 de janeiro de 2015, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) prestava contas publicamente que havia gasto no período pós-Copa do Mundo 5,4% do valor total a ser aplicado como investimentos para um legado do evento realizado no Brasil. O dinheiro é oriundo de um fundo gerenciado pela Fifa chamado ‘Legacy Project Football’(Projeto legado de Futebol), que tem por objetivo apoiar o desenvolvimento do futebol feminino no País que sediou o torneio, além de apoiar a formação de atletas da modalidade. No dia anterior da informação ser passada, a Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS) avisou pela imprensa que Campo Grande seria uma das cidades a receber os empreendimentos da iniciativa: com a confirmação e escolha de uma área para a construção de um centro esportivo ‘no máximo até março’.

Desde então se passaram quase noventa dias e a escolha do terreno que receberia um empreendimento para a formação de atletas no ‘Padrão Fifa’ não ocorreu. Perguntado sobre o andamento do projeto em Mato Grosso do Sul, Francisco Cezário, que preside a FFMS, faz questão de colocar a definição sobre a viabilização do projeto no Estado na responsabilidade exclusiva da Fifa.

A Assessoria de Cezário relata que o projeto para que Campo Grande participe das ações promovidas pelo fundo, assim como um relatório com a indicação de três terrenos da Capital, foram enviados à CBF em janeiro. As áreas que concorrem à chance de ter um centro de treinamento para a formação de atletas são dos bairros Santa Luzia, Los Angeles e Coronel Antonino. A FFMS confirma não ter recebido ainda nenhuma devolutiva sobre o encaminhamento feito a Fifa. Um silêncio que pode não significar um bom sinal.

 “Pretendemos fazer aqui um projeto que atue não só com crianças e jovens da Capital, mas do Interior também. Sendo realizado o projeto tentarei uma parceria com o Governo do Estado para que este intercâmbio na formação de atletas ocorra. Não podemos desperdiçar os talentos caso consigamos uma estrutura com esse nível de qualidade”, explica Cezário sobre os seus planos para o centro de treinamento, que ainda não foi confirmado.

O dinheiro é um só

‘Legacy Project Football – World Cup 2014’ será conduzido entre 2014 e 2018 com US$ 100 milhões de investimentos no Brasil, distribuídos em 15% para a construção de centros de treinamento voltados a formação de atletas, 15% para o incentivo e estruturação do futebol feminino, 60% em projetos de infra-estrutura (com prioridade aos 15 estados que não sediaram jogos da Copa), 4% para a prevenção médica e conscientização da saúde pública, 4% destinados a projetos de conscientização social e comunitária além de 2% do total para custos administrativos e logísticos.

Os primeiro estado a receber a construção de empreendimentos da Fifa como legado da Copa do Mundo de 2014 foi o Pará, com o Centro Esportivo da Juventude (localizado nos arredores do Estádio do Mangueirão). Na ordem de prioridade anunciada pela entidade para o primeiro semestre de 2015 estão os projetos do Tocantins e de Rondônia.

“Muitos falavam que a Fifa iria embora depois da Copa. Mas estamos aqui. A Fifa tem um compromisso com o desenvolvimento do futebol em todos os locais que recebem seus eventos”, chegou a afirmar o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, sobre os investimentos de contrapartida da realização do evento no Brasil em 2014.

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