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Investigação faz Fifa adiar definição do país-sede da Copa do Mundo de 2026

 A votação originalmente estava prevista para acontecer em maio de 2017, na Malásia

Clayton Neves Publicado em 10/06/2015, às 11h49

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 A votação originalmente estava prevista para acontecer em maio de 2017, na Malásia

As investigações que desenterram escândalos na Fifa já mudam por completo a rotina da entidade. Após a renúncia de Joseph Blatter, a atenção do mundo faz a instituição adiar a eleição que definirá a sede da Copa do Mundo de 2026. A votação originalmente estava prevista para acontecer em maio de 2017, na Malásia.

“Devido à situação, acho que não há sentido começar qualquer processo de escolha no momento”, admite o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, em entrevista coletiva desta quarta-feira. Canadá, Colômbia, Estados Unidos e México são alguns dos interessados em ter a Copa de daqui a 11 anos.

Segundo o jornal New York Times , os investigadores acreditam que foi ele quem autorizou um pagamento feito pela África do Sul que parou no Caribe. Em operação chamada “Programa Legado Diáspora”, o país africano teria dado 10 milhões de euros para a Concacaf em troca dos votos dos associados à entidade. A Fifa nega, alegando que o dinheiro serve apenas para fomentar o futebol na região centroamericana.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos já indiciou 14 pessoas por envolvimento em corrupção na Fifa. Paralelamente, a Suíça investiga as escolhas de Rússia e Catar como sedes dos Mundiais de 2018 e 2022. As duas próximas edições são controversas porque há indícios de que tenha acontecido compra de votos. O mesmo aconteceu na escolha da África do Sul como sede de 2010. O Brasil não é citado em nenhuma investigação

Jornal Midiamax