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Contra doping, UFC anuncia mais testes surpresa e suspensões de até quatro anos

Organização vai fazer exames fora de competição em todas as lutas principais e disputas de cinturão 

Clayton Neves Publicado em 18/02/2015, às 19h51

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Organização vai fazer exames fora de competição em todas as lutas principais e disputas de cinturão 

A recente leva de casos de doping no MMA, entre eles o do ex-campeão Anderson Silva, fez com que o UFC agisse e anunciasse uma série de medidas contra o uso de substâncias ilegais. Em coletiva de imprensa realizada na tarde desta terça-feira (18), a organização anunciou a intensificação de sua política antidoping e algumas medidas drásticas para coibir o avanço das drogas para melhora de performance (PEDs).

A principal medida anunciada foi o aumento dos testes surpresa, feitos pela própria organização e não mais atrelados ao trabalho das Comissões Atléticas – que regulamentam os eventos. Segundo o anúncio, a partir do próximo dia 1º de julho, todos os lutadores que atuarem em uma luta principal ou uma disputa de cinturão passarão por exames surpresa em algum ponto durante sua preparação.

“O que nos parece é que algo precisa ser feito para aumentar o número de testes fora de competição”, disse Lorenzo Fertitta, um dos donos do UFC. “O UFC vai solicitar a todas as Comissões que testem todos os atletas de todos os cards em competição. Nós queremos 100% dos atletas testados na noite em que eles competirem. E há um custo adicional relacionado a isso, e nós vamos pagar por qualquer custo adicional. Isso quer dizer que em um calendário anula, baseado em 41 eventos, que nós vamos fazer aproximadamente 900 testes. Além disso, o UFC vai entrar em contato com os órgãos responsáveis para testar todas os atletas das lutas principais e disputas de cinturão a partir de 1º de julho”, completou Fertitta, que revelou que a organização já trabalha com empresas terceirizadas para realizarem a coleta e a análise dos testes.

Além disso, o presidente Dana White e Lorenzo Fertitta também defenderam penas mais duras para atletas que forem flagrados. Atualmente, caso o lutador seja réu primário, a pena padrão é de nove meses. Os dirigentes se aproximaram da política adotada atualmente pela Agência Mundial Antidoping (WADA), que é de dois anos de suspensão para atletas que testem positivo, e até sugeriram que este tempo de gancho chegue a quatro anos em alguns casos.

“É preciso penas mais severas para limpar o esportes das drogas de melhora de desempenho. Nós estamos comprometidos com isso de qualquer maneira que se possa estar e acredito que este deva ser um chamado a todos os atletas que estão no nosso elenco: ‘Vocês serão testados, dentro e fora de competição e se estiveram usando PEDs vocês serão pegos e haverá punições significativas’”, comentou Fertitta.

Por fim, a organização revelou ter gasto em 2013 e 2014 cerca US$ 500 mil (R$ 1,4 milhões) em despesas com antidoping, número que, segundo declarações dos dirigentes vai ultrapassar a casa dos milhões de dólares somente em 2015.

Jornal Midiamax