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Com multa nacional de R$ 100 mi, Pato deve disputar sétimo jogo

Pato deverá fazer no domingo sua sétima partida com a camisa tricolor no Campeonato Brasileiro

Gerciane Alves Publicado em 18/06/2015, às 16h39

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Pato deverá fazer no domingo sua sétima partida com a camisa tricolor no Campeonato Brasileiro

Indeferido nesta quinta-feira o pedido judicial para romper o contrato com o Corinthians – e o empréstimo para o São Paulo, por consequência -, Alexandre Pato deverá fazer no domingo sua sétima partida com a camisa tricolor no Campeonato Brasileiro, diante do Avaí, o que o impossibilitará de defender outra equipe da primeira divisão na atual edição da competição.

Segundo o regulamento, “um atleta poderá ser transferido de um clube para outro durante o campeonato” apenas se tiver “atuado em um número máximo de seis partidas pelo clube de origem, sendo permitido que cada atleta mude de clube apenas uma vez”. Até por conta da suspensão de Luis Fabiano, Pato deve superar esse máximo de partidas permitido ao atuar no Morumbi.

Para se transferir para outro clube da primeira divisão, além de não jogar mais pelo São Paulo, o atacante teria que receber proposta que agrade ao Corinthians, detentor de seus direitos econômicos até o final de 2016. Ou de R$ 100 milhões, valor de sua multa rescisória para negociação nacional, conforme revelou a decisão judicial desta quinta-feira.

“O autor teria que arcar com multa rescisória de R$ 100.000.000,00 (cem milhões de reais), para transferências nacionais, ou € 50.000.000,00 (cinquenta milhões de euros), para transferências internacionais”, diz o trecho do texto assinado por André Eduardo Dorster Araújo, juiz da 61ª Vara do Trabalho de São Paulo.

Assim como para o Brasil, o caminho internacional também é improvável, já que a janela de transferências rumo à Europa vai de 22 de junho a 21 de julho, período anterior ao julgamento do processo (marcado para 3 de setembro) em que Pato pede a rescisão de contrato por atraso no pagamento principalmente de direitos de imagem, os quais foram quitados depois da notificação.

No entanto, até dezembro, quando vence o contrato de empréstimo, o São Paulo tem direito de igualar eventual (e improvável) proposta para ficar com o jogador em definitivo. Caso contrário, receberá porcentagem pela venda feita pelo Corinthians.

Nesta quinta-feira, o pedido de tutela antecipada foi negado pela Justiça do Trabalho, o que deixou o atacante à disposição do técnico Juan Carlos Osorio para a partida de domingo, contra o Avaí, no Morumbi. Para o juiz, a Lei Pelé não aborda direitos de imagem, mas sim salário em carteira, tema que ainda será melhor apreciado no decorrer do processo.

Jornal Midiamax