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Com confusão, Brasil e Inter empatam em 1º jogo da semifinal

Brigada Militar agiu com truculência nas arquibancadas no intervalo do jogo

Clayton Neves Publicado em 11/04/2015, às 21h02

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Brigada Militar agiu com truculência nas arquibancadas no intervalo do jogo

O jogo foi duro dentro do gramado do Aldo Dapuzzo, mas o que chamou mais a atenção no empate deste sábado (11) por 1 a 1 entre Brasil de Pelotas e Internacional, o de ida da semifinal doCampeonato Gaúcho , foi a confusão entre torcedores do time anfitrião e a Brigada Militar. Um desentendimento nas arquibancadas transformou o intervalo em um “terceiro tempo” e protagonizou cenas feias de truculência policial, com direito a criança ferida. Veja como foi a partida minuto a minuto.

Rafael Moura e Rafael Forster, para os visitantes e anfritões, respectivamente, fizeram os gols da tarde. Os clubes voltam a se enfrentar no próximo domingo, no Beira-Rio, às 16h (de Brasília) – espera-se que sem bagunça fora de campo. O vencedor encara na grande decisão quem levar a melhor no outro lado da chave entre Grêmio e Juventude.

A etapa inicial ficou definida pela dificuldade que os dois times tiveram em construir qualquer coisa com a bola rolando. Mesmo em casa, o Brasil não se soltou muito ao ataque, o que dificultou a vida dos visitantes, que não encontraram espaços na defesa adversária em situações que não fossem de bola parada. Foi em duas cobranças de falta, uma de Nilton e outra de Valdivia, que o Inter levou algum perigo à meta rival, porém o goleiro Eduardo Martini e a trave impediram que o placar fosse inaugurado.

Nos acréscimos, uma infração cobrada pela lateral por Valdívia encontrou a cabeça de Rafael Moura no meio da área e o atacante não desperdiçou, embora Martini tenha se esticado e encostado na bola na tentativa da defesa. O lance encerrou o monótono primeiro tempo, marcado pela consistência defensiva de ambas as equipes.

Confusão e despreparo policial

A etapa complementar demorou para começar, pois uma confusão nas arquibancadas do Estádio Aldo Dapuzzo resultou em confronto de torcedores do Brasil com o contingente da despreparada Brigada Militar posicionada para a partida. Usando bombas de efeito moral e spray de pimenta, o policiamento feriu presentes e uma criança chegou a ser carregada até a ambulância que estava no local para ser atentida, após ter sido atingida pelos oficiais.

O árbitro Anderson Daronco foi obrigado a adiar o reinício da partida, pois a ação da Brigada não foi curta. Além de entrar em confronto indiscriminado com qualquer torcedor presente nas arquibancadas, a polícia pegou indivíduos específicos e os deteve, arrastando-os até fora do recinto.

A insatisfação geral obrigou atletas do Brasil pedirem paciência aos seus acuados torcedores, mas a saída da ambulância com a criança ferida obrigou o trio de arbitragem aguardar o veículo a retornar para o estádio para que a etapa complementar fosse iniciada. Ao todo, o intervalo durou mais de 40 minutos para ser encerrado.

45 minutos depois…

Após longa espera aquecendo no gramado, as equipes puderam dar sequência ao duelo. Em menios de um minuto, Diogo Oliveira experimentou da entrada da área e obrigou Alisson fazer grande defesa, na melhor chance do time xavante até então. Em um escanteio três minutos depois, o goleiro colorado fez mais um milagre e evitou que Gustavo Papa empatasse o jogo.

Com a necessidade de buscar no mínimo o empate, o clube de Pelotas se soltou, como indicaram as duas chances conquistadas logo no início do segundo tempo. A postura mais ousada deixou espaços atrás, onde o Inter trabalhou mais jogadas do que nos 45 minutos anteriores. Mesmo assim, os comandados de Diego Aguirre estavam em uma tarde descalibrada e encontraram dificuldades em finalizar na direção do gol.

De tanto insistir, o Brasil teve um pênalti marcado a seu favor aos 34min, quando Diogo Oliveira foi derrubado dentro da área por Gefferson. Na cobrança, Rafael Forster fuzilou de pé esquerdo, sem a menor chance de defesa para Alisson.

Jornal Midiamax