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Com mais de 7 mil vagas em 2016, MS pula para 1ª posição no ranking de empregos

Em 2015, o estado acumulava perda de 2.667 postos

Tatiana Marin Publicado em 15/12/2016, às 22h06

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Em 2015, o estado acumulava perda de 2.667 postos

O Estado apresentou recuperação em relação a criação de vagas de trabalho com carteira assinada, tendo gerado, de janeiro a outubro, 7.976 empregos. Os dados são do Caged (Cadastro de Empregados e Desempregados) e foram divulgados no dia 24 de novembro pelo Ministério do Trabalho. No mesmo período do ano anterior, Mato Grosso do Sul acumulava saldo negativo, com perda de 2.667 postos de trabalho.

O relatório do Caged revela que no mês de outubro foram admitidas 17.653 pessoas e demitidas 16.643, o que é o melhor resultado para o mês dos últimos três anos. Segundo o secretário de Desenvolvimento, Jaime Verruck, Mato Grosso do Sul já tinha conquistado a segunda posição e apostava na liderança do ranking de geração de empregos por conta da política de atração de investimentos, desburocratização e ações concretas do governo no equilíbrio fiscal, garantindo assim a confiança dos empresários.

Para o governador Reinaldo Azambuja, os indicadores apontam a confiança na política fiscal e nas ações do Governo do Estado. “O equilíbrio fiscal cria um ambiente de confiança em relação aos investidores, estimula a produção. Mato Grosso do Sul tem uma forte produção agropecuária muito bem monitorada e certificada pela defesa sanitária, com livre acesso aos grandes mercados. Nosso desafio agora é melhorar a logística de transporte, para que nossos produtos sejam cada vez mais competitivos”, disse o governador.

Ele lembra que Mato Grosso do Sul está em uma zona de conforto, ao lado de outros seis estados, porque não tem nenhuma restrição fiscal junto à União, está com as contas em dia, pode assinar convênios e receber recursos federais sem problema nenhum e está com sua margem de endividamento plena.

Setores

Verruck aponta também a distribuição de vagas nos diversos setores da economia em função das políticas públicas e vê perspectiva dos números aumentarem na construção civil, com o lançamento do programa habitacional e o pacote de obras de infraestrutura que prevê a construção de pontes de concreto em 25 cidades. A indústria de transformação e comércio foram os setores que tiveram os melhores resultados, com geração de 458 e 450 vagas, respectivamente. Também tiveram mais contratações que demissões os setores de serviços (232) e construção civil (32).

Agropecuária, que apresentou o melhor resultado em setembro, fechou 127 vagas em outubro. Porém, setor é o que tem maior saldo no ano, com 4.220 empregos gerados de janeiro a outubro. Serviços industriais de utilidade pública (-22), extrativa mineral (-11) e administração pública (-2) também registraram variação negativa.

Entre os municípios do Estado com mais de 30 habitantes, Três Lagoas foi o que mais contratou, com 420 novos postos de trabalho, seguido de Campo Grande (200), Dourados (126), Maracaju (61), Ponta Porã (34), Sidrolândia (28), Corumbá (26), Paranaíba (21), Aquidauana (20), Coxim (16), Amambaí (13) e Nova Andradina (12). No Brasil, foram fechadas 74.748 vagas formais em outubro. No acumulado do ano, são 751.816 postos de trabalho a menos.

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