Cotidiano / Emprego & Concurso

Após irregularidades, FGV ‘não encara’ concurso da Sefaz-MS e Fapec vai aplicar provas

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) declinou do convite feito pelo Governo do Estado para a realização do concurso da Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso do Sul para agentes e fiscais de renda. Com isso, a empresa que realizará as provas é a Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura […]

Arquivo Publicado em 09/04/2014, às 13h21

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A Fundação Getúlio Vargas (FGV) declinou do convite feito pelo Governo do Estado para a realização do concurso da Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso do Sul para agentes e fiscais de renda. Com isso, a empresa que realizará as provas é a Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura (Fapec), segundo anunciou o governador André Puccinelli (PMDB), durante reunião com prefeitos no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo nesta quarta-feira (9). 


“Esperamos resolver este impasse até o mês que vem e realizar o concurso. A FGV declinou do convite feito ontem e , com isso, a Fapec vai aplicar as provas”, afirmou. As duas empresas apresentaram propostas para realizar o concurso, que antes era conduzido pela própria administração estadual.


Não foi divulgado o valor da contratação nem quando as provas serão aplicadas. A Fapec realiza concursos no Estado para a prefeitura de Campo Grande. Recentemente, a instituição esteve envolvida em uma polêmica ao não embaralhar as alternativas eletronicamente e apresentar 30 das 40 questões com a alternativa “A” como resposta correta.


A Fapec também é alvo de investigação do Ministério Público Federal, pois a instituição foi contratada pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) para realização de melhorias na instituição.


O Ministério da Educação liberou R$ 1.454.687,00 em junho de 2002, sendo R$ 100 mil para a ampliação e renovação do acervo bibliográfico destinado aos cursos de graduação; R$ 154.687,00 mil para a expansão dos recursos de informática; e R$ 1,2 milhão para projeto que buscava novos métodos e mecanismos de pesquisa, controle e qualidade na supervisão da graduação da Secretaria de Ensino Superior – Sesu.


O secretário-executivo da Fapec, Wilson Marques Barbosa, realizou um segundo contrato irregular denominado “termo de parceria”, com a empresa Techne Engenharia de Sistemas, que recebeu R$ 952 mil para executar o projeto.


Parte deste recurso (R$ 354 mil) foi utilizado por Wilson em despesas particulares, sendo R$ 250 mil transferidos para conta administrativa da Fapec, para manutenção das próprias atividades, R$ 100 mil transferidos para conta administrativa da fundação para pagamento de débitos particulares e R$ 4,1 mil destinados ao pagamento de seguro dos seus funcionários.

Jornal Midiamax