Pular para o conteúdo
Economia

Dólar tem leve alta em dia de anúncio de tarifas recíprocas por Trump

Foi registrado um movimento de redução de posições em divisas latino-americanas apesar do dia positivo para commodities
Agência Estado -
(Reprodução, Agência Brasil)

O dólar terminou a sessão desta quarta-feira, 2, em leve alta, mais ainda abaixo da linha de R$ 5,70, com investidores optando por uma postura mais defensiva em meio à expectativa pelo anúncio das tarifas recíprocas prometidas e anunciadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

Diante das incertezas, houve um movimento de redução de posições em divisas latino-americanas apesar do dia positivo para commodities, com valorização do petróleo e do minério de ferro. O real, que costuma sofrer mais em dia de ajustes de carteiras, teve o melhor desempenho entre pares da região. Peso chileno e colombiano amargaram as piores perdas.

Nas primeiras horas de negócios, o dólar até ensaiou dar continuidade ao movimento de queda da terça, quando fechou abaixo de R$ 5,70 pela primeira vez desde 20 de março, e registrou mínima a R$ 5,6610. A moeda americana trocou de sinal ainda pela manhã na esteira de dados positivos de emprego e indústria nos EUA.

Com a R$ 5,7150 o dólar à vista encerrou o pregão em alta de 0,25%, cotado a R$ 5,6967. Na semana, a divisa acumula queda de 1,13%. No ano, recua 7,82%,

“Vimos uma ligeira alta no câmbio com o mercado em compasso de espera pelas tarifas recíprocas e busca por proteção em dólar. Os investidores ainda querem entender quais países e setores serão afetados”, afirma a economista-chefe do Ouribank, Cristiane Quartaroli.

Com o mercado spot já fechado, o presidente dos EUA anunciou imposição de tarifa geral de 10% sobre todas as importações dos EUA e de 25% para automóveis. O plano do governo americano é combinar a tarifa universal com taxação país a país. No caso do , a tarifa será a mínima de 10%. Com isso, o dólar futuro para maio se firmou em queda, operando abaixo de R$ 5,69.

Em alta na comparação com as divisas latino-americanas, o dólar perdeu força em relação ao euro e a libra, o que fez o índice DXY cair cerca de 0,40% e furar o piso dos 104,000 pontos, com mínima aos 103,686 pontos. Já as taxas dos Treasuries subiram, com o retorno da T-note de 10 anos voltando a tocar 4,20%.

“O impacto da ‘guerra das tarifas’ será mais imediato na dos EUA do que na atividade, o que suporta a cautela do Federal Reserve com o número de cortes dos juros precificado pelo mercado, que está mais dovish que a autoridade monetária”, afirma o economista-chefe da Equador Investimentos, Eduardo Velho, ressaltando que o risco de estagflação nos EUA “está aumentando”.

O chefe de estratégia de investimentos da UBS Wealth Management no Brasil, Ronaldo Patah, mantém como cenário base um quadro benigno para a economia e os mercados nos EUA. A avaliação é que o governo Trump não quer ser o responsável por desencadear uma recessão.

“Portanto, calibrará as tarifas e as negociações subsequentes de modo a preservar o crescimento econômico e deixar o caminho aperto para que o Fed possa voltar a cortar os juros ainda esse ano”, afirma Patah, em nota.

Por aqui, o informou à tarde que o fluxo cambial total em março, até dia 28, está negativo em US$ 8,850 bilhões, em razão da saída líquida de US$ 12,528 bilhões pelo canal financeiro. No ano, o saldo total é negativo em US$ US$ 16,397 bilhões, apesar da entrada líquida de US$ 6,459 bilhões via comércio exterior.

“A despeito do ingresso de recursos de gringos para a B3 das últimas semanas, o fluxo cambial segue negativo”, afirma Velho, da Equador Investimentos.

Dados da B3 divulgados nesta quarta mostram que o aperto líquido dos estrangeiros na bolsa doméstica foi positivo em R$ 3,118 bilhões na B3 em março, levando o saldo no acumulado do primeiro trimestre para R$ 10,642 bilhões. É a melhor marca para o período dos últimos três anos.

Compartilhe

Notícias mais buscadas agora

Saiba mais

Vereadores do PL acreditam que desaprovação de Lula seja maior que 56%

Acusada de matar mulher e bebê carbonizados é transferida para presídio do interior

Macron diz que tarifas de Trump são ‘brutais’ e resposta será mais ‘massiva’ do que anterior

Canadá está reforçando laços com outros parceiros confiáveis após tarifas, diz premiê

Notícias mais lidas agora

Mais de uma década depois, juiz inocenta 11 em sentença da Coffee Break

Detran-MS reajusta contratos e pagará R$ 44,6 milhões à empresa investigada pela PF

VÍDEO: Advogado flagra alimentos estragados na Marinha em MS, mas instituição alega descarte

Anatel adia por 120 dias análise de pedido da Starlink para colocar mais satélites em órbita

Últimas Notícias

Transparência

Prefeitura de Caarapó firma convênio com Hospital São Mateus por R$ 6,81 milhões

Convênio terá vigência de nove meses

Política

Em Corumbá, Ministro Wellington Dias assina acordo para refugiados nesta sexta-feira

Acordo deve fortalecer atendimento socioassistencial para refugiados e migrantes da fronteira

Mundo

Após reunião com extremista, Trump demite assessores do Conselho de Segurança Nacional

Demissões ocorrem uma semana após a inclusão de um jornalista no grupo de autoridades que discutiam planos de guerra dos EUA

Cotidiano

Matagal toma conta de ponto de ônibus e moradores reclamam: “É inaceitável” 

A situação causa insegurança aos moradores, que temem animais peçonhentos e assaltos