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Economia

Problemas climáticos impulsionam queda de 6,7% na safra de 2024, segundo estimativas de novembro

Em novembro, IBGE prevê safra de 294,3 milhões de toneladas para 2024 e de 314,8 milhões de toneladas para 2025
Lethycia Anjos -
Produção de grãos (Foto: Agência Brasil)

Em novembro, a de 2024 de cereais, leguminosas e oleaginosas, alcançou 294,3 milhões de toneladas, 6,7% menor do que a obtida em 2023 (315,4 milhões de toneladas), diminuição de 21,1 milhões de toneladas. Nesse cenário, se destaca, sendo um dos principais produtores de grãos no , com uma participação de 6,8% na produção nacional.

Os dados da estimativa são do LSPA (Levantamento Sistemático da Produção Agrícola), divulgado neste quinta-feira (12) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A área colhida neste ano deve ser de 79,1 milhões de hectares. Os números representam um crescimento de 1,6% (1,2 milhão de hectares a mais) em relação à área colhida em 2023. Frente ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou uma expansão de 416,4 mil hectares (0,5%).

Gerente do LSPA, Carlos Barradas, explica que essa queda de 6,7% na produção de 2024 com relação a 2023 deve-se a problemas climáticos

“Esses problemas ocorreram na maioria das unidades da federação produtoras, principalmente nas regiões Centro-Oeste e Sul. Nestas regiões, houve falta de chuvas e temperaturas elevadas nas duas safras. No estado do Rio Grande do Sul, ainda ocorreu um grande volume de chuvas nos meses de abril e maio deste ano”, destaca.

Soja registrou queda de -4,7%

Os principais destaques negativos da safra 2024, em comparação com 2023, são as estimativas de produção de milho e sorgo. Na comparação com 2023, houve aumento na produção estimada de algodão herbáceo em caroço (14,8%), arroz (3,1%), feijão (5,7%) e trigo (5,0%). Por outro lado, a (-4,7%), o milho (-11,9%) — sendo -17,8% na 1ª safra e -10,3% na 2ª safra — e o sorgo (-5,8%) recuaram.

Juntos, milho, soja e arroz representam 92,1% da produção estimada, responsáveis por 87,2% da área colhida.

Na área colhida, ocorreu crescimento de 16,2% na do algodão herbáceo (em caroço). Além disso, houve alta de 6,0% na do arroz em casca, de 7,1% na do feijão e de 4,0% na da soja frente a 2023.

Entres as quedas está o milho (-3,1%, sendo -9,8% no milho 1ª safra e -1,0% no milho 2ª safra), de trigo (-11,7%) e sorgo (-1,1%).

Meses anteriores

A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas de setembro mostrou variação anual positiva para a Região Norte (10,1%). No entanto, para as demais a variação foi negativa: Sul (-1,0%), Centro-Oeste (-10,0%), Sudeste (-15,7%) e Nordeste (-4,0%). Na variação mensal, o Sul (0,1%) e Centro-Oeste (0,6%) tiveram crescimento. As regiões Nordeste e Sudeste tiveram estabilidade (0,0%). Já a região Norte teve declínio (-2,1%).

Em relação a outubro, houve aumentos nas estimativas da produção de diversos itens. A lista inclui a uva (19,3% ou 282 034t), sorgo (3,2% ou 124 788 t), cacau (1,5% ou 4 177 t), tomate (1,4% ou 57 947 t), aveia (1,1%ou12 998 t), feijão 2ª safra (1,0% ou 14 071 t), soja (0,3% ou 363 238 t), milho 2ª safra (0,1% ou 62210 t) e cevada (0,0% ou 16 t).

No sentido oposto, houve declínios na estimativa da produção. Isso inclui a castanha-de-caju (-0,8% ou -1 167 t), do trigo (-0,3% ou -24 736 t), do feijão 1ª safra (-0,2% ou -1 880 t) e do milho 1ª safra (-0,2% ou -45 758 t).

“Tivemos um aumento na produção de algodão em função do preço dele estar mais rentável em relação ao milho, durante o plantio da segunda safra. Assim, parte dos produtores ampliaram as áreas do algodão, tornando-a a maior da série histórica do IBGE”, acrescenta Carlos.

Mato Grosso do Sul ocupa a 5° posição no ranking nacional de grãos

Mato Grosso do Sul se destaca como um dos principais produtores de grãos no Brasil, com uma participação de 6,8% na produção nacional, ocupando a 5° posição no ranking nacional, atrás de Mato Grosso (31,2%) e Paraná (12,7%), Rio Grande do Sul (12,0%) e Goiás (11,0%). Já a região Centro-Oeste, lidera com 49,3% da produção total.

As principais variações absolutas positivas nas estimativas da produção, em relação ao mês anterior, ocorreram em Goiás (904 547 t), na Bahia (62 080 t), em Santa Catarina (29 614 t), em Sergipe (21 085 t), no Tocantins (19 535 t), no Paraná (10 200 t), em Minas Gerais (6 120 t), no Maranhão (1459 t), no Distrito Federal (468 t), no (178 t), em Rondônia (99 t). As variações negativas ocorreram no Pará (-393 952 t), na Paraíba (-34 485 t), em Alagoas (-32 578 t), no Mato Grosso (-20 718 t), em Roraima (-14119t), no Ceará (-11 809 t), em Pernambuco (-1 684 t) e no Rio Grande do Norte (-518 t).

Em 2025, estimativa prevê crescimento de 7,0% na safra frente a 2024

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola mostra ainda que a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve totalizar 314,8 milhões de toneladas em 2025. Um valor 7,0% ou 20,5 milhões de toneladas maior do que a safra obtida em 2024.

O acréscimo da produção deve-se à maior estimativa prevista, principalmente, para a soja (12,9% ou 18 656 679 t), para o milho 1ª safra (9,3%ou 2 128 619t), para o arroz (6,5% ou 686 911 t) e para o feijão 1ª safra (29,0% ou 262 238 t). Para o algodão herbáceo em caroço foi estimado declínio de 0,8% ou – 40.885 toneladas; para o milho 2ª safra, declínio de 0,1% ou -136 331 toneladas; enquanto para o sorgo e para o trigo foram estimadas reduções de 4,9% ou -199 584 toneladas e 10,9% ou – 891 102 toneladas, respectivamente.

A área total estimada para cultivo de cereais, leguminosas e oleaginosas, em 2025, foi de 79,8 milhões de hectares, crescimento de 0,8% em relação a 2024. Com relação à área prevista, apresentam variações positivas o arroz em casca (5,2%), o feijão 1ª safra (7,1%), o algodão herbáceo em caroço (1,0%), o milho 2ª safra (0,9%) e a soja (1,4%), e variação negativa para o milho 1ª safra (-1,9%), para o sorgo (-4,7%) e para o trigo (-3,9%).

Houve aumentos nas estimativas de produção no Mato Grosso (1,9%), no Paraná (11,0%), no Rio Grande do Sul (12,4%), no Mato Grosso do Sul (24,1%), em Minas Gerais (6,1%), em Goiás (5,0%), na Bahia (6,7%), em São Paulo (16,3%), no Tocantins (0,3%), em Santa Catarina (4,6%), no Piauí (2,3%) e em Rondônia (10,6%). Os declínios nas estimativas da produção são esperados para o Maranhão (-0,2%), para Sergipe (-1,7%) e para o Pará (-7,7%).

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